Curitiba - Pelo terceiro mês consecutivo, a indústria do Paraná apresentou aumento de produção. Em outubro, o índice foi de 6,4%, em relação ao mesmo mês de 2001, de acordo com pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho ficou abaixo da média nacional, de 8,9%, mas apenas porque a produção industrial brasileira passava por dificuldades no ano passado, por causa da crise de energia, que não prejudicou o Paraná, e pelos ataques terroristas de setembro. Entre janeiro e outubro, a produção paranaense apresenta pequena alta, de 0,9%.
Os setores que mais contribuíram para o incremento de produção no Paraná no mês foram a química, com alta de 10,3%, e a mecânica, com 21,9%. Segundo o IBGE, a primeira foi beneficiada pela produção de fungicidas e herbicidas, e a segunda pela fabricação de máquinas agrícolas. Também foi importante para o desempenho global a recuperação da produção de material elétrico e de comunicações, com 14,3% no mês, depois de 15 meses consecutivos de queda.
''O setor de material elétrico puxava sempre a produção para baixo, mas com a retomada de produção, deixa transparecer o lado do Paraná que está dinâmico, aquele ligado à agricultora, principalmente'', disse a economista do departamento de conjuntura do IBGE, Isabela Nunes Pereira. No acumulado de janeiro a outubro, a indústria elétrica acumula queda de 39,4%.
Dos nove setores pesquisados no Estado em outubro, apenas o de madeira apresentou queda (-12,3%). Segundo o IBGE, isso ocorreu por causa da retração na produção de compensados. ''Mas o Paraná tem se recuperado de forma constante nos últimos meses'', ressalta Isabela. Esse desempenho foi bastante influenciado pelo contínuo crescimento do segmento de produtos alimentares, de 7,3% no ano.
No Brasil, o aumento de produção ocorreu em dez das 12 regiões pesquisadas. Apenas Bahia (-1,3%) e Santa Catarina (-4,7%) tiveram índices negativos. ''O crescimento de 8,9% se explica pela baixa base de comparação do ano passado, mas também pela recuperação em algumas áreas'', disse Isabela. De acordo com ela, a produção de petróleo, gás e derivados, a agroindústria e outros setores voltados para o mercado externo são os pilares que estão sustentando a economia brasileira neste ano.

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