Curitiba - O setor industrial paranaense conseguiu reverter, em agosto, o desempenho negativo que registrou em julho (-2,3%). O crescimento de 3,2% em comparação a agosto de 2001, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deu-se graças ao bom resultado da agroindústria. A produção de máquinas automáticas para lavar e lubrificar carros e colheitadeiras agrícolas aumentou em 52,4%, impulsionada pelo crescimento da demanda externa.
O setor alimentício também contribuiu para a variação positiva, registrando em agosto crescimento de 5%, com aumento na produção de farelo de soja. Em julho a indústria de alimentos apresentou queda de 1,7%. Por outro lado, material de transporte respondeu pela maior influência negativa, com variação de -24,5%. Apesar do resultado da indústria no Paraná ter ficado acima da média nacional (0,9%), o índice positivo em agosto não foi suficiente para reverter a variação negativa acumulada no ano (-1,0%) ou dos últimos 12 meses (-0,9%).
De acordo com o IBGE, no indicador acumulado no ano observou-se uma redução na trajetória de queda, com taxa variando de -1,7% até julho para -1,0% até agosto. Esse desempenho foi muito influenciado pelo impacto do crescimento apontado pelo segmento de produtos alimentares (7,3%), em oposição à performance negativa do segmento de material elétrico e de comunicações (-48,6%).
Os Estados que apresentaram melhor desempenho no setor industrial em agosto foram Rio de Janeiro (20,7%), Bahia (17,7%) e Espírito Santo (17,5%). Cinco dos 12 Estados pesquisados pelo IBGE tiveram queda na produçã: Santa Catarina (-9,1%), São Paulo (-6,6%), Ceará (-5,9%), Pernambuco (-2,3%) e Rio Grande do Sul ( -2,2%). A Região Sul também apresentou desempenho negativo (-2,5%).

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