Arquivo FolhaMercado retraídoIndústrias do Sul reduziram em 2,2% o nível de emprego em comparação com outubro de 96, segundo o IBGEO emprego industrial acumulou nos dez primeiros meses de 97 uma redução de 5,6% e de 6% no período de 12 meses terminado em outubro. Em confronto com outubro de 96 o recuo situou-se em 5,6%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que ontem divulgou sua pesquisa mensal de emprego na indústria relativa a outubro. Naquele mês, o nível de emprego no setor caiu 0,5% em relação ao mês anterior. Foi o quarto mês consecutivo de queda.
Antes mesmo do efeito das medidas tomadas pelo governo para enfrentar a crise na Ásia, no final de outubro e início de novembro, o emprego na indústria já vinha deixando claro que estava longe de qualquer recuperação. Conforme o IBGE, entre junho e outubro a perda foi de 2,6%.
Em São Paulo a indústria dispensou 0,2% do seu contingente de setembro para o mês seguinte. A exemplo do que ocorreu nacionalmente, a queda em São Paulo também foi a quarta consecutiva. O emprego no setor industrial paulista teve ainda retração de 7,2% em relação a outubro de 96 e de 7,7% no acumulado dos dez primeiros meses do ano. Em 12 meses, a perda acumulada em São Paulo chegou a 8,3%.
Apesar destes resultados tão negativos, a situação em São Paulo não foi a pior do País: nesta posição ficou o Rio de Janeiro, que teve queda de 0,8% de setembro para outubro e de 11,1% em comparação com o mesmo mês de 96. Além disso, mostrou redução de 10,8% no acumulado de janeiro a outubro e em 12 meses.
Na Região Sul o nível de emprego diminuiu 0,7% em relação a setembro e 2,2% em confronto com outubro do ano anterior. No Nordeste, de um mês para o outro a queda ficou em 0,2%, mas em relação ao mesmo mês do ano precedente, chegou a 6,9%.
Salário Ao mesmo tempo em que todos os indicadores do nível de emprego industrial foram negativos em outubro, os dados relativos ao salário contratual médio real foram positivos em todos os casos, segundo o IBGE. De setembro para outubro o salário médio real (descontada a inflação) dos empregados na indústria cresceu 1,1% (média nacional). A maior expansão se deu em Minas Gerais (1,6%) e a mais baixa, na Região Sul (0,7%).
Em São Paulo o ganho salarial foi de 1%, assim como no Rio de Janeiro. Em relação a outubro de 96, os salários na indústria subiram 2,9%. A indústria paulista foi a que menos elevou os salários: só 3%. No Rio de Janeiro eles subiram 4,8%, na Região Sul, 3,4% e no Nordeste 3,3%. Os trabalhadores mais beneficiados foram os mineiros (aumento real de 5,1%).
Nos dez primeiros meses do ano os aumentos acumulados foram mais modestos, com 1% para a média nacional, 0,3% para São Paulo (de novo, o pior resultado entre as regiões pesquisadas), 3,3% para a Região Sul, 3,9% para o Rio de Janeiro e 4,2% para Minas Gerais.
Embora o salário contratual médio real na indústria tenha aumentado em todas as regiões e em todas as bases de comparação, com as demissões ocorridas no setor e a redução do número de horas trabalhadas, a folha de pagamento das indústrias, em termos reais, diminuiu de forma quase generalizada, segundo o IBGE. A média brasileira foi de um encolhimento de 0,6% em outubro, em relação a setembro. A maior redução ocorreu em São Paulo (-1,4%), seguido de Minas Gerais (-0,6%) e da região Sul (-0,1%). No Rio de Janeiro, porém, a folha de pagamentos se expandiu de um mês para o outro em 2,4% e no Nordeste, em 2,3%.

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