A emprego industrial registrou queda de 5,7% no ano passado e 2,6% em dezembro de 1997, o pior resultado desde dezembro de 1990, quando o fechamento de vagas na indústria foi de 4,8%. Esses números foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da pesquisa mensal de emprego industrial. Na comparação com dezembro de 1996 o recuo chegou a -7,3%. Desde o início dos anos 90, o setor vem demitindo mais do que contratando, acumulando uma perda de -38,1% no período 1990-1997.
Quanto aos salários, o total pago em dezembro pelo setor industrial apontou a maior queda real de 97 no confronto com o mês anterior (-1,8%). Nas demais comparações os resultados também são negativos: -3,2% sobre dezembro de 96 e -4,4% no acumulado do ano. O salário médio, no entanto, continua mostrando ganhos reais, atingindo em dezembro um crescimento de 0,8% na comparação com novembro do ano passado.
De novembro para dezembro houve redução do número de empregados em todas as áreas investigadas pelo IBGE, sendo a mais intensa observada nas indústrias da região Sul (-3,0%), de São Paulo (-2,8%) e de Minas Gerais (-2,5%). Na região Nordeste a redução ficou em -1,9% e no Rio de Janeiro, em -0,7%.
Por gêneros industriais, houve corte de empregados em 20 dos 22 ramos pesquisados, ficando os mais intensos por conta de vestuário (-5,5%), química (-4,1%) e têxtil (-3,7%). Apenas bebidas (0,5%) e fumo (0,5%) ampliaram o número de empregados.
Na comparação dezembro/97-dezembro/96, a queda de -7,3% no emprego da indústria foi a pior do ano. Todos os locais pesquisados pelo IBGE reduziram o número de trabalhadores. Por setor, o declínio do emprego atingiu 21 segmentos. As piores taxas ficam com a área têxtil (-18,5%) e diversas (-14,3%).

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