Indústria Coimbra, de Londrina, demite 100
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quinta-feira, 08 de junho de 2000
Benê Bianchi De Londrina 
A unidade de Londrina da Comércio e Indústrias Brasileiras Coimbra demitiu ontem 100 de seus 140 funcionários. A justificativa, segundo o presidente do Sindicato da Alimentação que representa a categoria foi corte de despesas, carga tributária elevada e localização da fábrica, que não otimiza o transporte.
Dos 100 demitidos, 35 tinham contrato a prazo determinado e receberão uma salário nominal referente à multa estabelecida. Os contratos tinham sido assinados, em média, há três meses. Para os funcionários efetivos foi negociado o pagamento de gratificação, além das verbas rescisórias. A gratificação é de, no mínimo, R$ 1.700,00 para os funcionários com menos tempo de casa. Os demais vão receber de acordo com o tempo de serviço e valor do salário. A todos foi garantida assistência médica até o final do ano. A empresa também se comprometeu a pagar a multa por realizar as demissões no mês da data-base da categoria.
Segundo Ferreira, alguns demitidos tinham mais de 25 anos de serviços prestados, sendo remanescentes da antiga Anderson Clayton, que passaram pela Gessy Lever e continuaram na empresa quando adquirida pelo grupo Coimbra. A unidade de Londrina trabalhava com esmagamento de soja e descaroçamento de algodão. Ferreira informou que, a partir de agora, a unidade apenas receberá a soja e manterá o setor administrativo. Os trabalhos que eram realizados aqui passam a ser feitos nas unidades de Ponta Grossa, onde a empresa mantém a refinaria de óleo.
De acordo com o presidente do Sindicato, o negociador da empresa, vindo de São Paulo, onde fica a matriz ele o identificou apenas por Marques não falou sobre o fechamento definitivo da unidade de Londrina. Pelo contrário, ele teria falado da possibilidade de a empresa voltar a contratar em setembro. A Folha não conseguiu localizar nenhum diretor da empresa para falar sobre as demissões.


