Indústria busca qualidade no trigo paranaense
O anúncio de que o Paraná poderá ter uma safra recorde neste ano foi muito bem-vinda pelos moinhos do Estado, afirma Marcelo Volsnica, presidente do Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo). Contudo, ele frisa que o triticultor deve se atentar mais com a questão da qualidade do que a produtividade. "Isso tem sido o nosso impasse com os produtores", afirma o presidente.
A mistura de produtos de diferentes qualidades na hora da entrega da matéria-prima é uma das maiores reclamações dos moinhos. "Nós pedimos que produtores ou cooperativas façam a segregação do trigo na hora da entrega". Volsnica explica que a agricultura paranaense é voltada para a soja. Por isso, os armazéns não possuem divisões que permitiriam segregar o trigo de acordo com a sua qualidade.
"O que poderia ser feito é regionalizar a produção. Isso ajudaria no processo", salienta o presidente do Sinditrigo. Atualmente, de acordo com dados da entidade, a capacidade instalada dos moinhos do Paraná gira em torno de 2,6 milhões de toneladas.
Volsnica afirma que, se for observadao a média de preços do trigo nos últimos anos, os valores têm remunerado bem o produtor. Segundo ele, o preço divulgado pelo Deral, que está cotado abaixo do valor mínimo estipulado pelo governo federal, é o valor praticado no balcão, ou seja, trigo bruto. Mas o produto secado e limpo, o que o torna livre de impurezas, tem variado em torno de R$ 36 a saca, valor este que já consegue trazer bons rendimentos para o produtor. (R.M.)





