Indústria brasileira espera exportar 10% mais no ano
Sondagem feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 13 entidades de setores responsáveis por 63% das exportações brasileiras mostra que 11 delas projetam aumento de vendas ao exterior este ano. Segundo a CNI, o valor conjunto das exportações dos 13 setores aumentaria 10% em relação ao ano passado, passando para cerca de US$ 38,1 bilhões.
As exportações de produtos eletroeletrônicos vão aumentar 10% em 2001, depois de terem crescido 21% no ano passado, segundo a Abinee. O crescimento das exportações de calçados, que foi de 21% em 2000, deve ser de 10% este ano, estima a Abicalçados. No setor de papel e celulose, o crescimento das exportações deve passar de 31% em 2000 para 5% em 2001. A carne de frango teria crescimento positivo de 15% este ano depois de ter caído 3% no ano passado. As exportações do complexo de soja devem crescer 11% este ano; as de autoveículos, 10% e as de autopeças, 10%. Os maiores aumentos previstos nas vendas externas são os de produtos têxteis, de 44%; de brinquedos, de 40%; de produtos químicos, de 22%; de máquinas e equipamentos, de 15%, e da carne de frango.
Dos 13 setores, apenas as indústrias siderúrgicas e as de suco de laranja prevêem queda nas exportações neste ano, de 4,9% e de 10%, respectivamente. Uma das explicações para a queda nas vendas para o exterior seria, segundo a CNI, o aumento da demanda interna. Ou seja, as empresas passariam a vender menos para o exterior para conseguir atender a procura pelos produtos no mercado interno.
Mesmo considerando o desempenho mais fraco desses dois setores, os 13 segmentos industriais pesquisados pela CNI esperam que suas exportações cresçam, em média, 10% neste ano. O número é semelhante ao previsto pelo Banco Central para o aumento das exportações de todos os setores da economia. A expectativa do BC é que, neste ano, as vendas para o exterior cheguem a crescer até 9,8% em relação ao ano passado.
Para a instituição, as exportações só não serão maiores por causa das incertezas do cenário externo, principalmente no que diz respeito à desaceleração da economia norte-americana. Os norte-americanos são os que mais consomem bens produzidos no País. No ano passado, os EUA foram o destino de 24% das exportações brasileiras.
Mesmo que a desaceleração de sua economia ocorra de forma gradual, um menor nível de atividade econômica faz com que o país diminua o ritmo de suas importações, o que atrapalharia o desempenho da balança comercial do Brasil.
A alta carga tributária praticada no Brasil e o aumento da concorrência no mercado externo foram outros dois obstáculos às exportações apontados pela pesquisa da Confederação da Indústria.





