Curitiba - Levantamento da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), divulgado ontem, mostra que as vendas industriais paranaenses entre janeiro e abril cresceram 9,68% em relação a igual período do ano passado. É o melhor resultado da série histórica da pesquisa, iniciada em 1986. Porém, os economistas apontam que o setor industrial deve iniciar um processo de desaceleração, com a tendência de fechar o primeiro semestre com aumento acumulado nas vendas ao redor de 6%.
Em abril, mesmo com feriados, as vendas industriais paranaenses cresceram 0,57% em relação ao mês anterior. O resultado positivo se deveu ao aumento nas vendas de cinco dos 18 gêneros pesquisados. Entre eles, dois dos três que têm maior participação relativa na indústria do Estado: refino de petróleo e produção de álcool (+12,48%) e alimentos e bebidas (+4,43%).
Considerando os primeiros quatro meses do ano, a indústria do Paraná registrou recorde de crescimento não apenas nas vendas industriais (+9,68%), como também nas compras de insumo (+11%) e no nível de emprego (+5,74%). Na avaliação do coordenador do Departamento Econômico da Fiep, Maurílio Schmitt, esse desempenho ainda é consequência do forte crescimento da economia brasileira em 2010, além de ser influenciado pela safra paranaense que contou com bons preços internacionais e o crédito farto.
Quanto a desaceleração que deve se configurar a partir de agora, os principais sinais são o fato de a capacidade instalada das empresas ter caído dos 81% registrados em março para 77% em abril. O mesmo aconteceu com a compra de insumos em abril, que foi 7,57% menor do que a do mês anterior. ''Todas as variáveis mostram redução da velocidade de crescimento: as vendas industriais que acumularam aumento de 19,24% até fevereiro, agora estão em 9,68%; as horas trabalhadas passaram de 5,6% em fevereiro para 3,48% em abril; e o nível de emprego da produção caiu de 4,8% para 3,77%'', acrescenta Schmitt.

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