Rio de Janeiro- A produção industrial disparou em agosto, deixando para trás a pontual acomodação de julho. O setor cresceu 1,3% em relação ao mês anterior e 6,6% na comparação com igual mês do ano passado, acima das expectativas de economistas. O nível de produção bateu um novo recorde, superando o do último mês de junho. No ano, a indústria já acumula expansão de 5,3% e em 12 meses, de 4,5%.
Silvio Sales, coordenador de indústria do IBGE, sublinhou que o setor industrial voltou a ''crescer de forma significativa'' em agosto, após a queda de 0,4% na produção em julho ante junho. Ele destacou que o crescimento apurado em agosto ocorreu ''de forma espalhada'', atingindo todas as categorias de uso.
Para Sales, os fatores de sustentação do crescimento industrial são a expansão do investimento - como mostram os dados de bens de capital -, o aumento da demanda interna e o bom desempenho de bens de consumo duráveis, por causa da manutenção das condições favoráveis de crédito e do mercado de trabalho, onde há aumento do número de ocupados e do rendimento.
Sales destacou ainda que as exportações continuam dando uma contribuição positiva para a produção industrial, ainda que a liderança de influência benéfica esteja com o mercado interno. ''Por mais que a demanda interna seja líder (como influência), as exportações continuam dando contribuição positiva'', disse.
Segundo Sales, caso a indústria mantenha, no restante deste ano, o mesmo nível de produção observado em agosto, o setor fechará 2007 com um crescimento acumulado de 5,6%, exatamente o dobro da expansão de 2,8% apurada em 2006.
O economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Edgard Pereira, disse que os dados da indústria de agosto são um ''sinal de aceleração do crescimento''. A avaliação é que ''se nada de excepcional ocorrer no front externo ou na condução da política monetária, a indústria caminha para um fim de ano e início de 2008 com crescimento maior''.

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