Indústria automotiva se mantém com promoções
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quarta-feira, 05 de setembro de 2001
France Presse 
A gigantesca indústria automotiva do Brasil enfrenta a conjuntura econômica negativa com promoções, apoiada nos bons resultados do começo do ano e nas exportações, elementos com os quais espera fechar o ano 2001 com sinais positivos.
A indústria brasileira de carros mantém para este ano a meta de crescimento de 10% da produção em relação a 2000, com 1,9 milhão de unidades produzidas, revelou à AFP o diretor e porta-voz da Associação de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Ademar Cantero.
Esse número está muito abaixo dos 18,5% de aumento da produção nos sete primeiros meses de 2001 e do avanço de 23,8% nas vendas, resultados acumulados que ''nos garantem um bom resultado até o final do ano'', segundo Cantero.
''O resultado esperado para 2001 não é o desejado, mas não será tão mau quanto poderia ter sido'', afirmou Catarino José Ribeiro, da consultora técnica. Ele estimou que o setor terminará o ano com um crescimento de 5% da produção, embora para o setor de componentes preveja uma queda de 3% nas vendas, se calculadas em dólares.
A indústria automobilística brasileira -que nos últimos cinco anos recebeu investimentos de US$ 11 bilhões na construção de fábricas e que espera 6,8 bilhões adicionais até 2003- começou 2001 com euforia: os resultados pareciam devolver aos fabricantes à prometedora situação de 1997 -antes do impacto no Brasil das crises asiática e russa-, quando foram produzidos pouco mais de 2 milhões de veículos.
Mas o cenário mudou em relação ao início do ano, com o impacto de uma grave crise energética no Brasil, a desaceleração econômica americana e a crise argentina, que levaram a uma forte desvalorização do real e a uma alta substantiva das taxas de juros. Já em junho a produção retraiu 16,32% em relação a maio, cairam 13,98% as vendas internas e 17,61% das exportações, segundo a Anfavea.


