Indústria automotiva puxa expansão no PR
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sexta-feira, 10 de junho de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiva - O setor automotivo sustentou o crescimento industrial do Paraná que atingiu 5,1% no mês de abril. O índice divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a expansão da indústria paranaense ficou abaixo da média nacional que foi de 6,3%. No acumulado do ano a indústria paranaense cresceu 5,0% e no acumulado nos últimos 12 meses, 8,7%, que reflete uma desaceleração na atividade industrial. No ano passado inteiro o crescimento foi de 10%.
A principal atividade industrial no Estado foi a produção de veículos automotores, que cresceu 54,5% no mês de abril com o incremento da produção de automóveis e caminhões. Este setor foi beneficiado pelo aumento das exportações do pólo automotivo instalado na Região Metropolitana de Curitiba. ''Não fosse esse setor, a posição da indústria paranaense seria ainda mais retraída, em função da vinculação da economia paranaense com o agronegócio que não está passando por um bom momento'', avaliou o analista do IBGE André Macedo.
Dos 14 itens pesquisados no Estado, 11 tiveram crescimento positivo, mas muito abaixo do desempenho do setor automotivo. Segundo o IBGE, dois outros ramos colaboraram com a formação do índice, porém, em menor intensidade. Foram celulose e papel, com crescimento de 6,9% e minerais não-metálicos, com alta de 9,6%, refletindo o crescimento na produção de papel kraft para embalagem, e cimento, respectivamente. A indústria de bebidas apresentou alta de 17,8%, mas o peso na formação do indice é menor, explicou Macedo.
Outros três setores expressivos no Estado apresentaram resultado negativo. Entre eles, a indústria de alimentos com queda de 8,8%, seguida de outros produtos químicos onde se inclui a produção de adubos e fertilizantes, com queda de 37%.
No período janeiro a abril deste ano, as maiores influências positivas foram veículos automotores (41,2%) e edição e impressão (32,2%). Por outro lado, os impactos negativos mais significativos foram observados em outros produtos químicos (-28,1%), alimentos (-3,2%) e refino de petróleo e produção de álcool (-5,8%).
No País, a produção industrial cresceu em 12 das 14 regiões pesquisadas. No Amazonas (21,8%), Goiás (18,4%), Ceará (11,5%), Minas Gerais (9,6%), Santa Catarina (7,9%), São Paulo (7,0%) e Pará (6,6%) as taxas de crescimento foram superiores à do Brasil (6,3%). Na região Nordeste, a taxa igualou a média nacional. Os demais os resultados positivos foram: Bahia e Rio de Janeiro (ambos com 5,2%), Paraná (5,1%) e Espírito Santo (5,0%). As únicas quedas foram em Pernambuco (-1,5%) e Rio Grande do Sul (-3,9%).


