Indústria automobilística bate recordes históricos
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quinta-feira, 08 de fevereiro de 2007
Agência Brasil 
São Paulo - A indústria automobilística bateu recordes históricos de produção, vendas e volume de exportações em janeiro de 2007 em relação ao mesmo mês de anos anteriores. De acordo com o balanço mensal divulgado ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em janeiro foram produzidos 203.703 veículos no país, 7,5% a mais do que em dezembro e 4,2% a mais do que janeiro de 2006, quando a produção chegou a 195.399 unidades.
Segundo o presidente da Anfavea, Rogélio Golfarb, o mês de janeiro tardicionalmente representa recuperação da produção, já que no mês de dezembro o estoque é reduzido devido o aumento de vendas.
Apesar de registrar recorde da vendas no mês de janeiro, o número de carros licenciados foi 25,3% menor que em dezembro. Foram vendidas em janeiro 152.931 unidades frente 204.843 em dezembro. Em comparação com janeiro de 2006, houve aumento de 15,1%.
Golfarb explicou que a redução no primeiro mês do ano já era esperada, pois ela acontece todos os anos devido à sazonalidade. O pico das vendas é o mês de dezembro. Em janeiro é normal que haja queda nas vendas, porque se inicia um novo ciclo. Mesmo assim, foi um mês muito forte com relação a janeiro do ano anterior. Isso mostra que a redução de taxa de juros e a disponibilidade de crédito continuam alimentando o crescimento interno''.
Embora o volume de exportações tenha registrado queda de 24,2% em janeiro ante o mês anterior, as vendas ao mercado externo foram 3,1% maiores que as registradas no mesmo mês de 2006. Em janeiro deste ano foram exportados US$ 826.346 contra US$ 801.595 em janeiro do ano passado.
Em dezembro, o volume exportado chegou a US$ 1.090.222. O total de veículos exportados em janeiro caiu 25,6% em relação a dezembro. Com relação a janeiro do ano anterior houve queda de 17,4%. A carga tributária que ainda migra para a exportação, seja por meio do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ou da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, tem causado uma dificuldade de competição com relação aos grandes competidores internacionais, explicou Golfarb.


