Indústria aumenta produção em 5% para a Páscoa
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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
São Paulo - As indústrias brasileiras de chocolate estão otimistas em relação às vendas para Páscoa deste ano. A expectativa é de crescimento de 5% na produção, chegando a 21,4 mil toneladas - mais de 100 milhões de ovos de chocolate - contra as 20,4 mil toneladas produzidas em 2006.
Já em faturamento, a previsão é de um aumento de 11,2%, atingindo a cifra aproximada de R$ 685 milhões. Os fabricantes já haviam faturado 10% a mais, no ano passado, em relação a 2005. Os números foram apresentados, ontem, em coletiva da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), em São Paulo.
O segundo ano de crescimento expressivo é resultado do aprimoramento dos produtos em relação à qualidade, tamanho e apresentação, avaliam as fontes do setor. ''A indústria tem se sofisticado e seus produtos estão competindo em nível mundial. Eu diria que a indústria está em um momento virtuoso'', afirmou o presidente da Abicab, Getúlio Ursulino Netto, lembrando que nenhum outro segmento tem registrado nível semelhante de crescimento. Considerando o mercado total de chocolates, o incremento, em 2006, foi de 17%, quando foram produzidas 248 mil toneladas.
O vice-presidente de comunicações da Abicab, Fábio Acerbi, atribui o sucesso nas vendas do setor ao aumento do poder de compra e à migração do consumidor para produtos de maior valor agregado. Mas, aliado a isso, a indústria tem investido forte em inovações - são cerca de 140 lançamentos este ano - e na diversidade de produtos para atender todos os públicos, tanto no preço como em produtos que atendam consumidores com restrições alimentares. Nesse caso, entram, por exemplo, os ovos dietéticos e sem lactose.
As indústrias devem manter, este ano, a tendência de focar a produção nos ovos de tamanho médio, de 201 gramas a 500 gramas, que, em 2006, representaram 57% do total produzido.
Os ovos de Páscoa chegarão às ''parreiras'' das áreas de venda - a maior parte supermercados - 5,5% mais caros. O alinhamento de preços, segundo o vice-presidente de mercado interno e exportações, Ubiracy Fonseca, considera a inflação e aumento nos insumos, especialmente cacau e açúcar, além de mão-de-obra e embalagem.
A Abicab estima que outras 3,5 mil toneladas de chocolate sejam usadas pelo mercado informal e artesanal. Portanto, o consumo do produto nessa Páscoa deva chegar a 24,9 mil toneladas. Fonseca garante que as indústrias têm espaço para crescer ainda mais no mercado interno, considerando que o consumo médio per capita no Brasil é de 2,4 quilos - menos da metade do que consome, por exemplo, a Argentina.


