A instalação de indústrias argentinas no Brasil bateu recorde nos últimos dois anos e meio, segundo dados da Adebim (Associação de Empresas Brasileiras para a Integração no Mercosul). Cerca de 90 fábricas argentinas ingressaram no País de janeiro de 1999 a partir da desvalorização do real até o último mês de junho, com destaque para o agronegócio e os setores de autopeças e energia. De 1995 a 1998, o número também foi expressivo, de 180 empresas. A diferença é que a maioria delas pertencia ao setor de serviços, como a construção civil. Agora, são manufaturas.
Na mão inversa, os investimentos brasileiros na Argentina minguaram quase que completamente em 2001, intensificando um movimento iniciado no ano anterior, com o aprofundamento da recessão no país vizinho. ''Não temos registrado investimento da indústria brasileira para a Argentina desde janeiro. Existe uma paralisia'', disse o presidente da Adebim, Michel Alaby. Até 1999, a média anual de investimento direto brasileiro na Argentina era de US$ 350 milhões. Agora, é praticamente inexistente, de acordo com a Adebim.
A guerra fiscal travada entre os estados brasileiros na busca por investimentos estrangeiros diretos teve papel fundamental na atração das indústrias argentinas ao Brasil.

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