Kraw PenasSem criseOs diretores da Spaipa, Rinaldo Daláqua e Neuri Frigotto: venda de bebidas aumenta 30% neste anoO pacote fiscal que resultará no aumento médio de 3% no preço da cerveja a partir da próxima semana não deverá comprometer o consumo de bebida até o final do ano. A previsão é da Spaipa Indústria Brasileira de Bebidas - fabricante da Coca-Cola e distribuidora da Kaiser/Heineken, no Paraná e interior paulista. A diretoria da empresa avalia que o impacto do aumento da alíquota do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) será pequena no preço final da cerveja. O que preocupa a empresa é o ‘‘efeito psicológico’’ que o plano pode causar.
A diretora financeira da Spaipa, Neuri Amábile Frigotto, disse que o consumidor não levará em conta um aumento de centavos no preço da cerveja. ‘‘O que pode resultar em queda de consumo é o pacote como um todo’’, disse Neuri. Para a diretora financeira, as vendas do setor de bebidas podem sofrer impacto negativo do pacote econômico somente após o verão, quando o consumo volta a patamares normais.
O consumo aumenta 30% no verão. Entre os meses de setembro e fevereiro a Spaipa trabalha com capacidade total, fabricando 60% de toda a produção anual. A produção da empresa de janeiro até o final do mês passado foi de 143,1 milhões de litros. Quase 400 mil litros a mais que em todo o ano de 1996.
A previsão da empresa é fechar o ano com um crescimento de 30% nas vendas de cerveja. O que for vendido nos meses de novembro e dezembro representarão o diferencial em relação a 96. ‘‘Os meses de setembro até fevereiro representam 60% das vendas anuais da Kaiser’’, afirmou o diretor de marketing da Spaipa, Rinaldo Daláqua.
Segundo Daláqua, a temporada de verão anula temporariamente os efeitos recessivos do pacote econômico. ‘‘Temos que ver como vai se comportar o mercado a partir de fevereiro’’, afirmou. Ele garante que o setor de bebidas é um dos últimos a sofrer os efeitos de planos econômicos e o primeiro a se recuperar.
A Spaipa não cogita demissões de nenhum dos 2,6 mil funcionários. O reforço contratado para trabalhar nos meses de verão já está trabalhando e não será demitido. A avaliação sobre corte de pessoal ou sobre diminuição no número de contratações poderá ser feita após o mês de março, se persistir a recessão prevista.

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