São Paulo - Em 2003, a palavra de ordem era interatividade. Em 2002, alta tecnologia. Agora, a novidade da Abrin, feira nacional de brinquedos que está em sua 21 edição, é a inclusão dos brinquedos denominados educativos (artesanais) no espaço principal da feira. Antes localizados em uma área à parte da feira, desta vez os fabricantes deste segmento estarão misturados às outras empresas, em razão da maior demanda que vêm mostrando.
A indústria está investindo mais este ano nos pré-escolares, segmento para o qual se voltaram mais há cerca de dois anos, em razão do interesse maior dos pais e educadores em iniciar antes o aprendizado das crianças. Um maior número de empresas passou a atuar no ramo e o mix das que já produziam se ampliou. Outra mudança observada é a utilização de cores mais suaves, notadamente o azul e o rosa. ''São cores que visam acalmar as crianças e não estressá-las'', explicou o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Synesio Batista da Costa.
Neste ano, as indústrias lançarão 1.500 produtos, mesmo volume registrado nos dois últimos anos, mas inferior ao que já chegou a ser lançado. Em 2001, por exemplo, foram 2.500 produtos. As novidades apresentadas visam abastecer as lojas no Dia das Crianças (12 de outubro) e no Natal, as duas mais importantes datas do setor. A Abrinq espera realizar negócios da ordem de R$ 340 milhões nos quatro dias da feira, o que significa de três a quatro meses de produção.
A Estrela, por exemplo, líder de vendas, vai levar mais de 200 novos produtos, e as apostas estão concentradas na Cindy Smart, a boneca mais inteligente do mundo, que foi sucesso nos Estados Unidos, a boneca Susi que vem com aparelho celular e o autorama do Ayrton Senna.
Embora a expectativa para este ano seja de crescimento do volume de vendas, segundo Costa, as indústrias podem registrar margens de lucro menores, em razão do aumento de insumos, desde os plásticos, que são a matéria-prima básica dos itens, até as roupinhas de bonecas e o cartão, usado na fabricação de jogos.
Os reajustes excederam 10% em sua maioria, mas não devem ser repassados aos preços finais neste primeiro momento. Costa explicou que, caso o movimento de negócios na feira seja positivo, os empresários podem compensar as perdas com o aumento de escala . No ano passado, por causa da crise econômica, o setor encolheu 15%. Para este ano, a expectativa é encerrar com um movimento de R$ 950 milhões.
A 21 Abrin, que ocorrerá de hoje a sexta-feira no Expo Center Norte, em São Paulo, contará com 150 expositores. O funcionamento é das 13h às 21h até o dia 1º e das 10h às 18h no dia 2.

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