Indústria amplia vendas e demite mais
Agência Estado
De São Paulo
A indústria brasileira registrou um crescimento de 1,06% em suas vendas no mês de setembro, em comparação com o volume apurado em agosto. De acordo com o levantamento Indicadores Indústrias, divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o número de empregos no setor recuou 0,06%, enquanto a massa salarial cresceu 0,27%. Continuamos apurando a recuperação dos indicadores; os índices são modestos mas a tendência é favorável, avaliou o presidente da entidade, Carlos Eduardo Moreira Ferreira.
A expansão das vendas da indústria brasileira em setembro foi considerada especialmente importante porque ocorreu tomando por base o resultado de agosto, que já havia registrado um crescimento de 3,48%.
Na comparação com setembro do ano passado as vendas reais cresceram 2,40%, o que representa o segundo aumento consecutivo nesse tipo de comparação. No acumulado do ano, a queda nas vendas reais foi reduzida para 1,48%.
Moreira Ferreira acredita que no fim do ano a indústria brasileira registrará crescimento em suas vendas em relação ao apurado em 1998, mas permanecerá com índices decrescentes em relação à criação de emprego e às horas trabalhadas. Acho que só as vendas terão crescimento e, mesmo assim, de magnitude pequena, disse o presidente da CNI, sem arriscar uma projeção desse crescimento.
De acordo com os Indicadores Industriais, em setembro houve uma queda de 0,06% no número de empregos na indústria brasileira, em comparação com agosto.
A massa salarial paga pelo setor, no entanto, registrou um aumento de 0,27% no mesmo período. Apesar desse pequeno crescimento, o total dos salários líquidos em setembro foi 8,85% menor do que no mesmo período do ano passado. De janeiro a setembro deste ano, a massa salarial acumula uma queda de 9,66%, em relação ao mesmo período de 1998.
O nível médio de utilização da capacidade instalada da indústria de transformação brasileira manteve estabilidade em setembro, na comparação com o mês de agosto, de acordo com o levantamento feito pela CNI. Apesar de em setembro o nível médio de utilização ter alcançado 79,2%, o que representou um acréscimo de 0,3 ponto porcentual sobre o índice de agosto, descontados os efeitos sazonais, o índice de ocupação cai para 78,5%, indicando estabilidade em relação ao mês anterior ao levantamento.
De acordo com os dados da entidade, nove dos 12 Estados pesquisados registraram pequenos aumentos nos níveis de ocupação. Entre esses estão os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os maiores índices de ocupação no entanto foram registrados nos Estados de Santa Catarina (87,5%), Rio Grande do Sul (83,4%) e Goiás (83,4%).
O resultado do nível de emprego da indústria paulista em outubro foi comemorado ontem pelos empresários da Fiesp. Isso porque a variação positiva de 0,09% no mês passado sobre setembro representa o melhor resultado da pesquisa desde 95. As previsões para os dois últimos meses do ano é de que o índice também se mantenha favorável.





