Curitiba - O faturamento das indústrias do Paraná, em julho, foi 7,82% menor em relação ao mês anterior. Dos 18 segmentos pesquisados pelo Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), 14 apresentaram recuo nas vendas. O desempenho negativo refletiu no crescimento acumulado no ano, que foi de apenas 0,15%.
De acordo com os números da Fiep, divulgados ontem, as vendas industriais dentro do Estado caíram 8,89% e para outros Estados 4,09%. A queda no faturamento com as exportações foi ainda maior: -13,44%, apesar das vendas externas continuarem crescendo.
O faturamento acumulado no primeiro semestre com a exportação foi quase 12% superior ao mesmo período de 2004. Entretanto, com a queda de julho, o acumulado, este ano, baixou para 8,51%. Nos sete primeiros meses, houve retração de 4,34% nas vendas para outros Estados brasileiros e crescimento de 0,43% nas vendas dentro do Paraná. Apesar de faturar menos, o setor industrial acumulou crescimento de 11,14% nas compras.
Os únicos setores que tiveram crescimento nas vendas, em julho, foram Perfumaria, Sabões e Velas (31,52%), Editorial e Gráfica (14,36%), Minerais não-metálicos (2,34%) e Metalúrgica (1,54%). Já as quedas mais significativas se deram nos ramos Têxtil (-31,13%), Couros, Peles e Produtos Similares (-29,90%) e Bebidas (-22,31%).
Para o presidente da Fiep, Rodrigo Rocha Loures, a atual política de juros cria a falsa impressão de estabilidade, mas a estratégia tem se mostrado equivocada para sustentar o crescimento econômico do País. ''O que estávamos alertando há meses está se confirmando. A indústria do Paraná está estagnada e o clima é de recessão no setor produtivo local e nacional. Não há o que apóie uma visão otimista da nossa economia'', afirmou.
O desempenho negativo nas vendas teve reflexo nos empregos industriais, que reduziram 4,02%, em julho. O saldo de empregos foi negativo em 12 dos 18 setores pesquisados. As maiores quedas se deram, justamente, nos setores que representam mais da metade do faturamento industrial paranaense: Químico (-8,56%), Produtos Alimentares (-4%), Material de Transportes (-0,30%) e Mecânico (-7,07%).

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