A Hexal, indústria farmacêutica alemã de produtos genéricos, será inaugurada em setembro no município de Cambé (13 km a oeste de Londrina) mas já é a maior do setor no Estado. Sua capacidade inicial de produção será de 6 milhões de unidades medicamentosas por mês. A fábrica deve gerar cerca de 500 empregos diretos e 800 indiretos.
''Vamos transferir a nossa sede do Brasil de São Paulo para o norte do Paraná. Com a agência os investidores terão auxílio para saber como direcionar os investimentos para a região, tornando a mais fácil a vinda dos recursos'', disse Reinhard Nordmann, presidente da Hexal no Brasil.
Segundo Nordmann, a empresa alemã quando pensou em se instalar na região buscou apoio do governo federal, mas devido o 'desconhecimento dos caminhos certos' acabou bancando todos os recursos.
A nova unidade fabril, em Cambé, tem com área construída de 32 mil metros quadrados e área total de cerca de 300 mil metros quadrados. A mão-de-obra utilizada terá também profissionais formados na região.
''Fomos pioneiros. Sofremos um pouco com o desconhecimento das leis e regras do País. Mas a mão-de-obra qualificada e qualidade de vida na região são boas,'' completou.
Para Ligia Lupatto, reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a Universidade tem a dar e receber se esse investimentos estrangeiros vierem para o Norte do Paraná. ''Podemos dar a nossa mão-de-obra qualificada e receber até auxílio fincanceiro em forma de finciamento de pesquisas'', explicou.
O representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Leonardo Deppe considerou ''louvável'' iniciativas para a busca investimentos. ''É uma mostra de força da comunidade que não espera apenas por ações do governo federal. Aqui temos a articulação técnica, política e social para construír a região'', finalizou. (J.W.)

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