Indústria ainda não sentiu impacto do piso
A indústria do Paraná ainda não sente na folha de pagamento o impacto do piso regional. Isso porque a maioria dos trabalhadores do setor tem convenção coletiva. ''Algumas categorias em minha empresa recebem menos do que o salário adotado pelo governo estadual'', explicou o coordenador do Conselho Temático de Relações do Trabalho da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Amilton Stival.
Apesar disso, o setor fala em aumento excessivo. ''Os empresários terão dificuldades de pagar esses valores, principalmente pelo fato de a indústria enfrentar o 10º mês consecutivo de queda de produtividade. De onde vamos tirar esses recursos?'', pergunta o coordenador.
Stival engrossa o coro daqueles que reclamam não ter sido procurado pelo governo estadual. ''Antes de tomar essa medida era preciso ouvir quem paga a conta: os empresários. Eles (o Governo) chamaram as centrais sindicais para conversar, mas não discutiram com o setor patronal.''
O coordenador disse que a indústria não sente efeito da vigência do novo valor. ''Não registramos aumento de vendas e não acredito que vá acontecer grande melhoria na economia.''
Para ele, o efeito será justamente o inverso. ''A medida pode diminuir a competitividade das indústrias paranaenses em relação às empresas de estados onde não há mínimo regional. A folha de pagamento fica muito cara aqui. O Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul já passam por essa situação'', garantiu Stival.
Em junho, a Assembléia do Conselho de Representantes da Fiep, que reúne representantes de sindicatos patronais de todo o Estado, decidiu entrar com ação de contestação contra o piso regional. Até o fechamento desta edição, a procuradoria jurídica da instituição estava preparando a ação. (R.N.)





