Curitiba A indústria de máquinas agrícolas está esperando a reedição do Moderfrota para reativar a comercialização. Desde novembro do ano passado, quando os recursos dessa linha se esgotaram, as vendas de máquinas agrícolas começaram a patinar. Em janeiro, com a interrupção do crédito, os negócios despencaram.
Nos últimos dois anos, o Moderfrota alavancou as vendas de tratores em todo o País. Em 2000, quando ainda não tinha o programa, as indústris venderam 24.586 unidades. A partir do ano seguinte, com o programa já em vigor, a indústria negociou 28.203 unidades e, em 2002, vendeu 33.218 unidades.
De acordo com Pérsio Pastre, diretor da Divisão de Máquinas Agrícolas da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o Moderfrota vem sendo o grande responsável pela renovação de máquinas agrícolas em todo o País, que estavam sucateadas. O executivo calcula que é necessário pelo menos mais três anos de programa para que a renovação possa atingir quase a totalidade das máquinas ainda sucateadas que se encontram no campo. Se o programa for retormado, ele prevê que para a safra 2005/2006, o agricultor brasileiro poderá competir, em tecnologia mecânica, com agricultores dos Estados Unidos e Europa.
Até o ano passado, o Moderfrota oferecia condições especiais de financiamento: o agricultor com renda anual até R$ 250 mil podia financiar a compra de trator ou colheitadeira com juros de 8,75% ao ano. Para renda acima desse valor, a taxa subia para 10,75%. E o prazo para a quitação do financiamento ia de seis a oito anos.
Pastre admite que o novo governo reconsidere essas condições. Isso porque o produtor encontra-se hoje capitalizado e está sendo beneficiado pelo câmbio; diferentemente de quando o Moderfrota foi lançado, em fevereiro de 2001.

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