A indústria será um dos setores mais afetados pelo aumento. De acordo com dados do Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), considerando o aumento de junho de 2014, o extraordinário que entrou em vigor em março, a alta da bandeiras tarifárias e este aumento de 15%, a indústria acumula aumento de 140% na energia. "O problema é que estamos utilizando a bandeira tarifária vermelha e numa crise. O aumento prejudica a competitividade do setor", disse o economista da Fiep, Roberto Zurcher.
Nos últimos 12 meses, o percentual do custo da energia sobre o total de custos da indústria passou de 1,40% para 3,35% e o percentual de faturamento destinado para o pagamento de energia saltou de 1,16% para 2,78%. Os setores mais prejudicados com o aumento são têxteis, madeira, metalurgia e móveis.
A variação acumulada da energia nos últimos 12 meses em Curitiba é de 85,52% e a maior do país, contra 58,46% da média Brasil. A alta da tarifa de luz ainda vai impactar na inflação. O índice na capital em 12 meses acumula alta de 9,61%. O economista do Dieese, Fabiano Camargo da Silva, disse que o aumento da energia vai trazer 0,66 ponto percentual de impacto na inflação de Curitiba e, com isso, nos 12 meses, o IPCA da capital pode passar de 10%.

Mercado

Ontem, as ações da Copel fecharam em alta. As ações preferenciais subiram 1,98% e as ordinárias (com direito a voto) 2,94%. O consultor de investimentos Raphael Cordeiro disse que o aumento vai trazer "um impacto absurdo para o Paraná". No entanto, ele disse que o reajuste é necessário para ajudar a empresa recompor caixa. (A.B.)

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