Indústria acelera ritmo de demissões
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quarta-feira, 20 de novembro de 1996
Agência Estado, 
A indústria paulista acelerou o ritmo de demissões de trabalhadores no início deste mês, em relação ao final de outubro. O setor dispensou entre os dias 4 e 9 mais 3.143 funcionários, com queda de 0,16% no nível de emprego. No final de outubro, 2.468 trabalhadores haviam sido demitidos, com queda de 0,12% no índice calculado pelo Departamento de Pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
O agravamento do desemprego industrial no Estado de São Paulo surpreende os empresários ligados à Fiesp. Os cortes ocorrem até em setores cujo faturamento cresce, como é o caso das indústrias de bebidas, que reduziram seu contingente de mão-de-obra em 17,35% desde o início do ano. O setor recordista em demissões de trabalhadores, em números relativos, continua sendo a indústria de fundição, com queda de 28,25% na oferta de vagas. Em números absolutos, o setor que mais demitiu até o momento foram os fabricantes de autopeças, que já demitiram cerca de 31 mil trabalhadores desde o início do ano, considerando a queda de 14,79% no nível de emprego nesse ramos de atividade.
Desde o início do ano, a oferta de trabalho na indústria paulista caiu 7,64%, o que representa a perda de 163.292 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, a queda é de 9,65%, com 212.916 demissões. Neste ano, a indústria paulista deverá repetir 1992, quando houve queda no nível de emprego e foram apurados índices negativos em todos os meses do ano, acreditam os empresários.
Dentre os 46 sindicatos patronais pesquisados pela Fiesp, 12 informaram que demitiram mais do que contrataram trabalhadores. Em 11 sindicatos, o nível de emprego aumentou e 23 mantiveram-se estáveis no período. Os que mais demitiram na primeira semana de novembro foram a indústrias de autopeças (-1,48%), artefatos de borracha (-1,03%) e forjaria (-0,99%). Os fabricantes de mármores e granitos foram os que informaram maior porcentual de crescimento no nível de emprego, com 5,30%. Seguiram-se os beneficiadores de couros e peles (1,03%) e as indústrias de fundição (0,90%).


