Indusfrio faz joint com italianos
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quarta-feira, 05 de março de 1997
Cláudia Lopes 
Dorico da SilvaPrograma eficienteOrsi, Vecchi e os Veronesi, junto com Milanez, foram recebidos pelo prefeito Belinati: PR-Europa funcionandoA empresa londrinense Indusfrio e a Special Inox, da Itália, vão investir cerca de US$ 1 milhão na construção de uma indústria em Londrina, que deve produzir máquinas com tecnologia italiana para fabricação de queijos a partir do próximo ano. As duas empresas assinaram contrato de joint venture ontem de manhã, no gabinete do prefeito. As negociações para a formação da parceria foram iniciadas há um ano e meio pelo Programa Paraná-Europa.
Metade do investimento - US$ 500 mil - será financiado pela Comunidade Européia, com prazo de pagamento de cinco anos, sem juros. O diretor da Special Inox, Eugenio Vecchi, que veio a Londrina para a formalização, disse que a fábrica londrinense terá 2 mil metros quadrados de área construída e 20 funcionários. O faturamento anual deve ser de US$ 2 milhões, prevê. Segundo ele, este é o faturamento da Special Inox, que produz cerca de 15 máquinas por mês em Módena, exportando para todo o mundo. A unidade de Londrina deve produzir a mesma quantidade, atendendo o Brasil e o Mercosul.
Vecchi disse que a Indusfrio vai, inicialmente, comercializar 20 modelos de máquinas. A produção dos equipamentos em Londrina faz parte da segunda fase do projeto. Primeiro, faremos uma pesquisa de mercado e um estudo de viabilidade, afirmou. Valter Orsi, proprietário da Indusfrio, fala em 50 modelos diferentes de máquinas, que custarão de R$ 1 mil a R$ 100 mil. Com estas máquinas, que têm tecnologia de ponta, os produtores vão processar o leite e fazer queijo em suas propriedades. O laticínio pode ser montado aos poucos já que os equipamentos são modulares.
Remo Veronesi, presidente do Programa Paraná-Europa, disse que a jont venture entre a Indusfrio e a Special Inox pode ser considerada o primeiro passo para implantar, em Londrina, o modelo produtivo da Emília-Romagna, baseado em pequenas e médias empresas. Este é o modelo que mais avança no mundo porque cria e distribui riqueza, disse.
A intenção do Programa Paraná-Europa é montar um laboratório químico-alimentar em Londrina para dar suporte técnico às pequenas e médias empresas. A idéia não é apenas vender máquinas mas dar assistência na produção dos produtos, reposição de peças, entre outros, afirmou Veronesi.


