Indonésia fecha acordo com FMI
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sexta-feira, 16 de janeiro de 1998
Agência Estado/Ap-Dow Jones Jacarta 
France PresseMulheres indonésias fazem fila para comprar óleo de cozinha: criseO presidente Suharto, da Indonésia, e o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Michel Camdessus, assinaram ontem um novo programa de reformas apoiado pelo fundo, com revisão dos termos acertados em novembro. Segundo o novo acordo, o crescimento do PIB deverá ser de 0% no ano que começa em abril de 1998 e termina em 31 de março de 1999, inferior a expansão de 4% estimada anteriormente. A taxa de inflação deverá ficar em 20%, acima da expectativa anterior de inflação de 9%. Camdessus disse, no entanto, que a taxa de inflação deverá cair para um dígito no ano seguinte.
O novo acordo prevê também que o déficit do orçamento deverá ficar em 1% do PIB no referido ano, segundo Camdessus. No programa original, o orçamento deveria registrar superávit de 1% do PIB. Dentro do orçamento, a taxa de câmbio foi revisada para 5.000,00 rúpias por dólar, de 4.000,00 por dólar previsto anteriormente. De acordo com a carta de intenções assinada, o banco central da Indonésia deverá limitar em 16% a expansão monetária em 1998.
O programa de reformas economômicas da Indonésia acertado ontem com o FMI prevê ainda uma diminuição nos gastos do país, por meio de redução dos subsídios aos combustíveis e eletricidade. A carta de intenções assinada pelo presidente Suharto, com termos revisados do programa fechado em novembro de 1997 para liberação de US$ 43 bilhões, destaca que a partir de 1º de abril haverá gradual corte nos subsídios por meio de forte ajuste inicial, com exceção ao subsídio aos preços do querosene e do óleo diesel. Também a partir de 1º de abril, serão elimitadas as isenções para imposto sobre valor agregado (VAT) para açucar, bens pessoais, equipamentos médicos, soja, taxis e eletricidade para companhias privadas.


