O governo da Indonésia anunciou ontem os termos do terceiro acordo feito com o FMI (Fundo Monetário Internacional) desde novembro de 1997. Os novos termos são mais flexíveis que os anteriores e refletem uma preocupação do FMI com a crise social no país, o único afetado pela crise asiática de 1997 que ainda não apresentou sinais de recuperação.
O acerto não envolve uma solução para a dívida privada de US$ 68 bilhões dos bancos e empresas indonésias. As negociações entre bancos estrangeiros e devedores indonésios, em andamento há dois meses e suspensas há alguns dias, serão retomadas em Nova York (EUA) no próximo dia 15. O novo acordo também não autoriza a liberação imediata da segunda parcela do pacote de ajuda de US$ 43 bilhões ao país. O FMI suspendeu a liberação dessa parcela (US$ 3 bilhões) há um mês, sustentando que o presidente Suharto, há 32 anos no poder, não cumprira os termos dos acordos anteriores.
O fundo anunciou que, dessa vez, a liberação da parcela só será feita depois que o governo de Suharto demonstrar que está realmente cumprindo os termos acertados. No novo acordo, o FMI permite que o governo indonésio gaste neste ano US$ 1 bilhão em subsídios na venda de alimentos, mantendo sua intervenção nos preços do arroz e da soja. O primeiro acordo abolia qualquer tipo de subsídio. O segundo permitia subsídios à venda de arroz. Ainda como um sinal de recuo, o fundo postergou o aumento nos preços de energia elétrica e de combustíveis, que deveria começar em abril. O novo acordo também ampliou de 1% para 3,2% o limite para o déficit orçamentário para o ano fiscal de 1998.

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