Índios vacinam gado contra febre aftosa
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de novembro de 2001
Emerson Dias<br>Enviado a Tamarana 
Os índios da Reserva Apucaraninha, de Tamarana (62 km ao sul de Londrina) vacinaram ontem 160 cabeças de gado, marcando o início da campanha contra a aftosa na região de Londrina. Cerca de 360 mil animais devem ser imunizados em 4,3 mil propriedades de 19 municípios.
O ato contou com a participação do secretário Estadual de Agricultura, Antônio Poloni e representantes da Funai. Os animais criados na aldeia são destinados ao consumo da comunidade. ''A carne tem que estar saudável'', comentou o cacique Moisés Lourenço, enquanto solicitava mais recursos para ampliar o rebanho e melhorar a produção agrícola. Poloni recebeu documento com as reivindicações dos índios e disse que pretende auxiliá-los com o custeio de ''horas-máquina'' (aluguel de tratores para semeadura e colheita). ''Podemos comprar sementes, plantadeiras e outros insumos. Precisamos apenas de um projeto detalhado mostrando o que é necessário fazer'', disse Poloni.
Sobre os problemas ocorridos na Fazenda 7 mil, onde houve atraso e falhas na primeira etapa da campanha (em maio deste ano), o secretário disse que os técnicos priorizaram a propriedade logo no início da vacinação.
A segunda etapa da campanha começou há uma semana e segue até o dia 20 deste mês. Além de aplicações maciças em todo o Paraná, haverá também a ''vacinação vigiada'' destinada às pessoas que criam poucos animais em propriedades próximas às cidades e também à fronteira. Além de pagar R$ 0,85 em cada dose, os pecuaristas devem desembolsar mais R$ 0,25 como taxa destinada ao Fundo de Saúde Animal. Em todo o Estado está prevista a vacinação de 10 milhões de cabeças.
Em Curitiba Para reforçar a campanha de vacinação da aftosa, técnicos da Secretaria de Agricultura estiveram ontem na Região Metropolitana de Curitiba orientando pequenos. Entre os pontos reforçados pelo governo estava o preenchimento do formulário de comprovação de vacinação.
Os técnicos da secretaria têm verificado que quando os pecuaristas atuam associativamente esquecem de solicitar o formulário. Este instrumento tem servido para que o governo controle o crscimento de animais e se certifique se houve vacinação.
Um dos pecuaristas visitados foi o criador Karl Heinz Grunhageen, proprietário da Chácara Nova Esperança, em Pinhais. Em sistema associativo, ele comprou um frasco do remédio para vacinar duas vacas holandesa. Como o remédio serve para imunizar dez animais, dividiu o produto com outros dois produtores. Durante a visita da fiscalização, os técnicos da secretaria aproveitaram também alertar os criadores a recolher a taxa do Fundo de Defesa Agropecuária (Funpec). (Israel Reinstein, de Curitba).


