Índices apontam queda da inflação em fevereiro
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sábado, 12 de fevereiro de 2005
Janaina Lage e Ivone Portes<br>Folhapress 
São Paulo - A inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) apurou alta de 0,18% na primeira medição de fevereiro. O resultado é praticamente estável em relação à primeira prévia de janeiro, quando o índice apurou alta de 0,20%.
O IPA (Índice de Preços do Atacado) apurou alta de 0,10% ante uma variação de 0,13% na primeira prévia de janeiro. O atacado representa 60% da composição da taxa de inflação. Enquanto os chamados bens finais passaram de 0,51% para 0,06%, os produtos agrícolas começaram a dar sinais de aceleração. Embora ainda apresentem deflação, a queda nos preços é menos visível.
Na primeira medição de janeiro, as matérias-primas brutas, compostas em sua maioria por produtos agropecuários, haviam registrado deflação de 0,46%. Na primeira prévia de fevereiro a deflação foi de 0,01%. O tomate, por exemplo, passou de uma deflação de 4,30% para uma alta de 41,26%.
Já o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) registrou alta de 0,30%. Em janeiro, a inflação no varejo havia ficado em 0,37% sob o efeito de fatores sazonais, como reajuste de matrículas escolares e alta dos preços de hortaliças e legumes.
O principal fator responsável pela desaceleração do IPC foi o grupo Transportes, que passou de 1,34% para 0,05%. A desaceleração foi influenciada pelo recuo nos preços das tarifas de táxi e da gasolina.
O grupo Alimentação também mostrou comportamento mais favorável nesta medição e passou de 0,07% para 0,03%. Já o grupo Educação, Leitura e Recreação continuou a pressionar a inflação no varejo com uma taxa elevada de 0,27% para 1,03% pelo efeito do reajuste de matrículas escolares.
O INCC (Índice Nacional de Custos da Construção) apurou alta de 0,41%. O resultado foi 0,14 ponto percentual acima da taxa verificada na primeira prévia de janeiro, quando o índice registrou uma variação de 0,27%. O fator de pressão na construção civil foi o grupo Materiais, que passou de 0,50% para 0,75%, influenciado pelo aumento no preço do aço, que passou de 0,26% para 0,90%.
Os preços para a primeira prévia do IGP-M foram apurados entre os dias 21 e 30 de janeiro.
IPC/FIPE - A inflação do município de São Paulo se manteve em desaceleração e ficou em 0,52% na primeira quadrissemana de fevereiro - período de 30 dias até 7/02. A informação faz parte do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP).
No fechamento de janeiro, o IPC-Fipe apontou variação de 0,56%, abaixo da taxa registrada em dezembro (+0,67%) e igual à de novembro, apesar das pressões vindas dos grupos Educação e Transporte.
Nos últimos 30 dias, a maior alta foi verificada no grupo Educação, de 4,40%. Os demais grupos pesquisados apresentaram as seguintes variações: Transportes (1,37%), Despesas Pessoais (0,45%), Habitação (0,37%), Saúde (0,32%), Alimentação (-0,13%) e Vestuário (-0,55%).
Segundo projeção do coordenador da pesquisa de preços da Fipe, Paulo Picchetti, fevereiro deve fechar com inflação próxima de 0,4% caso não haja reajuste na passagem de ônibus urbano.
Os principais impactos em fevereiro virão de licenciamentos de veículos, IPTU, taxa do lixo e do reajuste promovido nas passagens de metrô e de ônibus intermunicipal em janeiro. Somente estes itens devem contribuir com 0,20 ponto percentual na taxa deste mês.


