Índice regional reflete aumento na economia
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quinta-feira, 14 de outubro de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) divulgou ontem o primeiro índice regional que reflete a atividade econômica no Paraná. O aumento do fluxo de veículos medido nas praças de pedágio vem refletindo o crescimento da economia,''mas ainda não é o momento das concessionárias investirem na duplicação do Anel de Integração'', disse ontem o presidente regional da ABCR, João Chiminazzo Neto.
Segundo Chiminazzo, a implantação das terceiras vias nas estradas é suficiente para atender o aumento do fluxo de veículos, revelado pelo índice. Ele admitiu que o projeto inicial sobre o fluxo de veículos no Anel de Integração foi feito com um ''otimismo exacerbado'', ao justificar a falta de necessidade das concessionárias em investir na duplicação das rodovidas pedagiadas.
O índice é medido em parceria com a empresa de consultoria paulista Tendências, responsável pela análise econômica com base no fluxo de veículos que passam nas praças de pedágio. A parceria já vem funcionando há dois anos com a divulgação mensal do índice nacional. O Paraná é o primeiro Estado a divulgar o índice regional.
O índice mensal referente a setembro indica uma queda de 0,7% em relação ao mês anterior no fluxo de veículos pesados e leves nas rodovias pedagiadas do Estado. O resultado foi influenciado pela queda de 3,4% no fluxo de veículos pesados (caminhões e ônibus) e aumento de 2,3% no fluxo de veículos leves.
De acordo com o economista Juan Jensen, da Tendências, a queda no fluxo de veículos pesados verificadas no mês passado corresponde a um ajuste no número de veículos que trafegam pelas rodovias em função da retomada das atividades por parte da ferrovia América Latina Logística (ALL), que havia suspendido as operações no trecho Curitiba-Paranaguá em função de um acidente. ''A queda do fluxo em setembro não significa reflexo da queda da economia e sim da retomada das operações da ferrovia'', explicou.
Mas no acumulado do período janeiro a setembro deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de 8,9% no fluxo total de veículos, sendo 10,7% de veículos leves e 6,3% de veículos pesados. De acordo com Jensen, o fluxo de veículos leves reflete o poder aquisitivo da população e o consumo no mercado interno. Levando em consideração os dados retroativos a 1999 o índice vem se comportando de forma similar aos indicadores do comércio.
Já o fluxo de veículos pesados reflete o fluxo de produção. O comportamento do índice nacional é similar aos indicadores industriais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, comparou o economista. No Paraná, o índice não é tão similar porque é fortemente influenciado pelo componente agrícola. Para janeiro de 2005, a Tendências estima um aumento ainda maior no fluxo de veículos leves, devendo recuperar os níveis de 1999.


