São Pau­lo - De­pois de re­gis­trar de­fla­ção de 0,44% em ja­nei­ro, o Ín­di­ce Ge­ral de Pre­ços do Mer­ca­do (IGP-M) te­ve al­ta de 0,26% em fe­ve­rei­ro, se­gun­do pes­qui­sa do Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Eco­no­mia (­Ibre) da Fun­da­ção Ge­tu­lio Var­gas (FGV). Es­sa ele­va­ção foi pro­vo­ca­da, prin­ci­pal­men­te, pe­lo avan­ço ve­ri­fi­ca­do em ­dois com­po­nen­tes do IGP-M: o Ín­di­ce de Pre­ços por Ata­ca­do (IPA) te­ve al­ta de 0,20%, an­te -0,95%, e o Ín­di­ce Na­cio­nal de Cus­to da Cons­tru­ção (­INCC), que che­gou a 0,35%, an­te 0,26%.
  No ca­so do IPA, en­tre os sub­gru­pos pes­qui­sa­dos, foi cons­ta­ta­da ace­le­ra­ção em veí­cu­los e aces­só­rios (de -6,45% pa­ra 0,17%). Em ma­te­riais e com­po­nen­tes pa­ra ma­nu­fa­tu­ra, a ta­xa se man­te­ve em que­da (-0,44%), mas in­di­ca um pro­ces­so de re­cu­pe­ra­ção, uma vez que na pes­qui­sa an­te­rior a re­du­ção ha­via si­do ­mais acen­tua­da (-2,00%).
  Em re­la­ção a ma­té­rias-pri­mas bru­tas, os ­itens bo­vi­nos man­ti­ve­ram-se na mé­dia, com va­ria­ção ne­ga­ti­va (-0,78%), an­te o ín­di­ce de -4,56% da pes­qui­sa an­te­rior. O pre­ço do ca­fé em ­grão dis­pa­rou, atin­gin­do al­ta de 7,12%, an­te de­fla­ção de 1,03%). A so­ja em ­grão tam­bém re­gis­trou al­ta, su­bin­do de 5,16% pa­ra 5,84%. Já o ar­roz em cas­ca ­caiu de -0,30% pa­ra -4,15%; a man­dio­ca, de -3,41% pa­ra -9,29%; o mi­lho em ­grão, de 9,71% pa­ra 5,47%.
  Quan­to ao seg­men­to da cons­tru­ção ci­vil, a pes­qui­sa apu­rou ele­va­ção de pre­ços dos ma­te­riais, de 0,20% pa­ra 0,31% e da mão-de-­obra, de 0,17% pa­ra 0,29%.
  O úni­co com­po­nen­te do IGP-M em de­sa­ce­le­ra­ção foi o Ín­di­ce de Pre­ços ao Con­su­mi­dor (IPC), que pas­sou de uma al­ta de 0,75% pa­ra 0,40%. ­Seis dos se­te gru­pos que for­mam o IPC apre­sen­ta­ram va­ria­ções me­no­res, com des­ta­que pa­ra ali­men­ta­ção (de 0,96% pa­ra 0,25%). Es­sa de­sa­ce­le­ra­ção es­tá as­so­cia­da prin­ci­pal­men­te à que­da nos pre­ços das fru­tas (de 3,82% pa­ra -1,48%); re­du­ção no rit­mo de re­mar­ca­ções das hor­ta­li­ças e le­gu­mes (de 5,35% pa­ra 2,21%) e re­cuos ­mais ex­pres­si­vos re­fe­ren­tes a car­nes bo­vi­nas (de -0,23% pa­ra -1,37%).
  Os de­mais gru­pos que re­du­zi­ram a ve­lo­ci­da­de de au­men­tos são: edu­ca­ção, lei­tu­ra e re­crea­ção (de 2,30% pa­ra 1,59%), trans­por­tes (de 0,85% pa­ra 0,52%) e ha­bi­ta­ção (de 0,30% pa­ra 0,24%) e des­pe­sas di­ver­sas (de 0,36% pa­ra 0,35%). Já o gru­po saú­de e cui­da­dos pes­soais in­di­cou ace­le­ra­ção, pas­san­do de uma al­ta de 0,49% pa­ra 0,63%, o que é atri­buí­do à ele­va­ção de pre­ço dos re­mé­dios (-0,14% pa­ra 0,34%).
  O IGP-M é usa­do co­mo ba­se no cál­cu­lo de rea­jus­tes de alu­guéis, en­tre ou­tros.

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