Índice proposto não agrada
Curitiba - As empregadas domésticas são uma das categorias beneficiadas com o aumento do mínimo regional. A doméstica Ana Paula Oliveira, 26 anos, trabalha desde os 18 anos e acha que o aumento de 10,3% para o salário é um bom começo. ''Há patroas que pagam mais que o mínimo'', disse. Ela prefere trabalhar como mensalista e não como diarista em função de benefícios como 13º salário, férias e INSS.
A empregada Vanessa Fernandes, 31 anos, trabalha desde os 14 anos na função. Ela disse preferir atuar como mensalista por conta dos benefícios. Vanessa considerou o aumento de 10% do mínimo como razoável, mas gostaria que o percentual fosse um pouco maior.
A proprietária da Dudi Mariah Empregos Domésticos, Dudi de Lara, que atua há mais de 40 anos na área, disse que a maioria das domésticas não recebe apenas o mínimo regional e que os patrões têm pago de R$ 1 mil a R$ 1.300 por mês. A média paga para as diaristas é de R$ 80 a R$ 100 por dia. Por isso, considerou baixo o reajuste proposto.
Hoje, o trabalhador doméstico tem direito a INSS, 13º salário, férias, alimentação e vale-transporte. O FGTS é opcional. A diarista que atua a partir de três vezes por semana na mesma casa também tem direito a todos estes benefícios proporcionais.
Segundo Dudi, o grande problema na área ainda é falta de mão de obra qualificada. Nesta semana, a agência tinha 40 vagas abertas para domésticas que não estavam preenchidas por falta de qualificação das candidatas. (A.B.)





