São Paulo - A gasolina até deverá ficar mais barata nos postos de combustíveis, mas a redução ficará longe do percentual anunciado pelo governo. Estima-se queda de cerca de 3% no valor cobrado hoje pelo litro da gasolina - menos da metade do anunciado pela Petrobras (6,5%) na refinaria. No diesel, o impacto da redução será um pouco maior. Calcula-se queda de 6% - o governo noticiou 8,6%. As estimativas são da Fecombustíveis, entidade que representa o comércio varejista.
''Grosso modo, pouco mais de R$ 1 no valor pago pelo litro nos postos refere-se ao pagamento de impostos. O restante, cerca de R$ 0,80, é o preço real do combustível. É sobre esse valor que há queda'', explica Aldo Guarda, vice-presidente da Fecombustíveis. A diferença entre o R$ 1,80 e o preço pago pelo consumidor corresponde à margem do posto.
Ainda há outra questão: a redução só ocorrerá se o varejo resolver repassar a queda ao consumidor, e não incluir o ganho na própria margem de lucro. Em janeiro e fevereiro, meses com os dados mais atuais, houve queda no consumo, segundo o IBGE. Isso facilita o repasse ao consumidor, pois o comércio precisa aumentar suas vendas e reverter esse quadro.

mockup