Índice não bate com a realidade
A Anatel sustenta que 99% das queixas dos consumidores que chegam até ela são resolvidas, sendo que 85% em até cinco dias úteis. Mas, a coordenadora Institucional da Proteste - Associação de Consumidores, Maria Inês Dolci, desconfia que os problemas sejam realmente solucionados. "É preciso saber o que a Anatel entende como resolutividade. Hoje, uma das áreas mais reclamadas é a telefonia. Esse índice da agência não bate com a realidade. O que a gente tem é uma quantidade enorme de reclamações sem soluções. As empresas não resolvem os problemas dos consumidores", afirma.
Para a coordenadora, é preciso rever o marco regulatório do setor. "Isso tem de ser feito urgentemente. O setor carece de um órgão regulador atuante. A Anatel é frágil", critica. Segundo Maria Inês, o mercado de telecomunicações evoluiu muito no País após a privatização, na década de 1990, mas ainda tem "pontos nevrálgicos", que precisam ser resolvidos rapidamente.
Questionada sobre os apontamentos feitos por Maria Inês, a Anatel disse, por meio da assessoria de imprensa, que acompanha as respostas dadas pelas operadoras às queixas dos clientes. Segundo a assessoria, a prestadora tem cinco dias úteis para dar resposta ao cliente após a queixa feita na agência. A resposta também é enviada para a Anatel. "Depois que recebe a resposta da operadora, o usuário tem 15 dias corridos para reabri-la, caso não tenha ficado satisfeito. Se, nesses 15 dias, o cliente não reabrir, a Anatel dá o caso como resolvido", afirma a assessoria. (N.B.)





