Índice ficou negativo em 0,38% na 2ª quinzena
Os preços continuam caindo em São Paulo, mas num ritmo mais lento. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP (Fipe) registrou deflação de 0,38% na segunda quinzena do mês, 30 dias terminados em 15 de setembro, em relação aos 30 dias anteriores. A deflação anterior havia sido de 0,58%. A queda foi menor porque os preços da comida estão caindo menos. Mas a previsão do coordenador da pesquisa, Heron do Carmo, ainda é de mais uma deflação mensal em setembro.
A comida ficou em média 0,83% mais barata, pouco menos do que a queda anterior, que havia sido 1,2%. O custo da comida desacelerou-se por causa dos preços dos semi-elaborados e dos alimentos fora de casa, que recuaram um pouco menos. Todos os itens da alimentação continuam apresentando variação negativa. A maior queda foi dos industrializados, que passaram a custar em média 1,4% menos. Segundo os supermercadistas, esse recuo deve ser consequência da maior competição no setor, acirrada pelas promoções do Carrefour, que comemora aniversário este mês. Os preços dos in natura recuaram 1,12%.
Os preços das roupas, no entanto, caíram 3,4%, queda maior do que previa Heron do Carmo. Todos os itens do vestuário também apresentaram variação negativa. A mais baixa foi do custo da roupa de criança, que passou a custar em média 6,25% menos. A expectativa de Heron do Carmo era que os preços das roupas chegariam a ficar estáveis até o fim do mês. Mas acho que as roupas de verão estão chegando às lojas mais baratas do que as do ano passado, avalia. Com isso, a variação deve continuar negativa.
Vestuário e habitação, segundo Heron do Carmo, devem contribuir para que ocorra mais uma deflação de preços este mês. Os gastos com habitação, calcula, serão menores porque o consumidor deve gastar menos com água, esgoto e aluguel.
Essa tendência deve se manter até o fim do mês, acredita Heron do Carmo. Os preços em São Paulo, segundo ele, só devem voltar a apresentar inflação em outubro, quando as roupas e a comida voltam a ter seus preços reajustados. Mesmo assim, sua previsão ainda é de uma variação zero no semestre e de uma inflação anual de 4,5% no ano.





