Curitiba - Nenhum estado brasileiro apresentou resultado negativo quanto à receita nominal de vendas. O Paraná fechou fevereiro com crescimento de 4,95% em relação ao mesmo período do ano passado e um acumulado no ano de alta de 9,5%. Foi a segunda menor receita nominal de vendas no comércio varejista do Brasil. São Paulo foi a menor, com crescimento de 2,1%. No comércio varejista ampliado, o Paraná fechou o mês com índice positivo de 2,04%. Tiveram índices inferiores os estados de São Paulo (-6%), Minas Gerais (-4,19%), Rio Grande do Sul (-2,41) e Santa Catarina (0,86%).
A Associação Comercial do Paraná (ACP) prevê que em março os índices positivos no Estado sejam retomados. As consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), que indica as vendas a prazo, cresceram 21,28% em março se comparado ao mês de fevereiro. O indicador de vendas à vista, Videocheque, registrou aumento de 15,42% na Grande Curitiba e no litoral paranaense. Foram 359 mil consultas ao SCPC em março, contra 296 mil em fevereiro. O Videocheque recebeu 247,5 mil consultas em março, contra 214,4 mil em fevereiro.
De acordo com o vice-presidente de Serviços da ACP, Élcio Ribeiro, o crescimento em março é sazonal. A expectativa é a de que o primeiro semestre deste ano feche com índices iguais ao do mesmo período do ano passado. ''A continuidade do processo de juros altos, a quebra da safra agrícola e o novo patamar de preços do petróleo devem influenciar negativamente a atividade comercial em médio prazo. Além disto, a tática de impulsionar os negócios via antecipação de renda (concessão de crédito) para consumo tem um limite: o da capacidade de endividamento das pessoas'', analisou ele.
Para março, devem apresentar crescimento na Pesquisa mensal do Comércio os setores de calçados, vestuário, veículos, equipamentos e produtos de informática.(L.P.)

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