Curitiba - O Índice utilizado pelo governo federal para reajustar o valor das aposentadorias estaria deixando em dificuldade pelo menos 15 milhões de brasileiros. São beneficiários do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) que se aposentaram recebendo mais de um salário mínimo mas viram os rendimentos serem reduzidos ao longo do tempo pelo aumento no custo de vida.
De acordo com o Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical (Sinap), que pretende pedir a reposição destas perdas na Justiça, a principal causa para esta defasagem do poder de compra é que a aposentadoria seria reajustada com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que não consideraria o aumento de custos como remédios e planos de saúde na mesma proporção em que afligem os aposentados. ''O INPC foi criado levando em conta os custos de um casal com dois filhos. Não leva em conta a realidade do idoso que precisa de uma alimentação especial, remédios, óculos e planos de saúde'', disse.
Esse é caso do metalúrgico aposentado Amilton Alves Rodrigues. Ele conta que, logo após ter se aposentado em 1994, sua renda era equivalente a três salários mínimos e meio e hoje não passaria de dois. Ele pretende ingressar na justiça para tentar reaver as perdas.
Rodrigues conta que o dinheiro tem feito falta para comprar medicamentos e até para manter a qualidade da alimentação.(K.L.M.)

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