Índice de inandimplência cai 1,9%
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 07 de junho de 2004
Agência Estado 
São Paulo - O índice de inadimplência total, que avalia as modalidades empresa e consumidor no Brasil, teve retração de 1,9% nos primeiros quatro meses deste ano na comparação com igual período de 2003, quando essa taxa atingira alta de 6,1%. Os dados são da Serasa, empresa especializada em análise econômico-financeira, e integram a pesquisa Indicador Serasa de Inadimplência.
A expansão do nível de atividade econômica, que influenciou positivamente no aumento das vendas das empresas, especificamente na indústria e no agronegócio, foi um dos fatores que favoreceu a queda da inadimplência total no primeiro quadrimestre de 2004.
Além disso, os técnicos da Serasa destacam o controle dos estoques, a realização de novos negócios e a renegociação de preços ajudaram as empresas a administrar seus gastos de forma mais equilibrada. Outro fator é a preferência por parte do consumidor pela contratação de crédito pessoal como forma de complementar a renda da família e saldar dívidas. A opção, segundo destaca o levantamento, tem sido pelas operações consignadas em folha de pagamento, cujas taxas variam em torno de 2% ao mês.
Uma das modalidades do Indicador de Inadimplência Serasa, a de cheques devolvidos, representou 35% do total da pesquisa no primeiro quadrimestre de 2004 em relação a 36% verificado em igual período de 2003. Em seguida, aparece a inadimplência com cartões de crédito que, de janeiro a abril de 2004 teve uma participação de 32% - inferior à registrada anteriormente (31%).
O índice de registros no sistema financeiro foi de 27% neste ano, ante 26% nos quatro primeiros meses de 2003. A pesquisa indica que o valor médio de cheques sem fundos, de janeiro a abril deste ano, foi de R$ 773,80, seguida pelo registro de protestos (R$ 906,40) e por registros no sistema financeiro (R$ 1.796,76). O item outros segmentos foi o que apresentou a menor variação - R$ 352,06.


