Mesmo com taxas de juros mais baixas, o nível de inadimplência brasileiro não tem recuado e apresentou leve alta de 0,1 ponto percentual para as famílias em julho, ficando em 7,9% neste mês. ''Isso significa que há três meses famílias não conseguem pagar seus empréstimos. Este é o número que preocupa'', comenta a coordenadora do Laboratório de Finanças Pessoais da UFPR, Ana Paula Cherobim.
''Uma das ideias do governo, quando levou os bancos a diminuir suas taxas de juros, foi que as pessoas pegassem crédito nos cartões de crédito, cheque especial, que são os mais caros.'' A sugestão da coordenadora, para quem tem dívidas nestas modalidades, é trocá-las por outras mais baratas, como o crédito consignado, cujas taxas podem variar de 1% a 2% ao mês.
''Mas isso só funciona se a família não voltar a usar o cartão de crédito ou cheque especial'', alerta Ana Paula. Por fim, conclui a professora, é preciso refletir muito antes de comprometer parte da renda familiar com a compra de um bem.(M.F.C.)

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