Índice de confiança na construção cai 9,9%
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sábado, 14 de janeiro de 2012
Nelson Bortolin <br> Reportagem Local <br> 
O Índice de Confiança na Construção (ICST), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), recuou 9,9% no último trimestre de 2011, na comparação com o mesmo período de 2010. Foram 125,0 pontos contra 138,7 do ano anterior. O ICST é uma média de dois indicadores: o Índice da Situação Atual (ISA-CST) e o Índice de Expectativas (IE-CST). O primeiro recuou 12,8% e o segundo 7,1%, demonstrando que a expectativa dos empresários entrevistados é de melhora da conjuntura nos próximos meses.
Quando são analisados os grupos de construção, o de ''aluguel de equipamentos de construção e demolição com operador'' foi o que mais recuou na comparação com 2010: 16,2%. As ''obras de acabamento'' tiveram a menor redução no índice: apenas 1,9%. Já, quanto à construção de edifícios e obras civis, o ICST caiu 11,4%.
Segundo o presidente do Sindicato da Construção Civil da Região Norte (Sinduscon-Norte), Gerson Guariente, a pesquisa não reflete a realidade de Londrina. ''Tenho conversado com os empresários e o pessoal está animado se preparando para novos empreendimentos'', afirma.
A estimativa do setor para 2011, de acordo com ele, era de crescimento de 6%. ''Acabo de receber um relatório da quantidade de metros quadrados aprovados na Prefeitura e o aumento foi de 7,3% no ano passado. Ou seja, crescemos mais que o esperado'', ressaltou ele ontem à tarde.
Guariente diz que o setor sentiu uma discreta diminuição no ritmo de fechamento de negócio entre agosto e outubro do ano passado. ''Mas logo o mercado voltou ao ritmo normal'', conta.
Para ele, a pesquisa está mais concentrada em São Paulo, onde o impacto da crise europeia sobre a indústria foi maior. ''Como nós temos um mix de atividades econômicas, sentimos menos esse impacto'', acredita.
O gerente regional da Caixa Econômica, Carlos Roberto de Souza, diz que no banco não há nenhum sinal de que a construção civil tenha desaquecido no ano passado. ''Pelo contrário, os dados preliminares do balanço mostram que passamos dos 5 mil negócios em Londrina'', ressalta. No ano anterior, segundo ele, foram 2.854 contratos de financiamento.


