Índice Bovespa fecha com queda de 1,94%
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Índice Bovespa fecha com queda de 1,94%
O aumento das incertezas em relação à reforma da Previdência deu o tom dos negócios no mercado brasileiro de ações, o que levou o Índice Bovespa a uma queda de 1,94%, aos 72.700,45 pontos, na menor pontuação do dia. Declarações do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, enfraqueceram mais a confiança na aprovação da reforma na Câmara este ano, favorecendo a migração para ativos mais conservadores. Fatores externos, como a forte queda do petróleo, também contribuíram para o recuo das ações no Brasil, mas em menor proporção.
Setor financeiro puxa queda da bolsa
No cenário externo, o petróleo chegou a subir mais cedo, mas perdeu fôlego com informações sobre o encontro de ministros de Energia em Viena a respeito de uma possível extensão no acordo de corte na produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Nesse contexto, as ações da Petrobras fecharam com perdas de 2,27% (ON) e 3,22% (PN). Os papéis do setor financeiro estiveram entre as ações de maior queda no pregão. Segundo operadores, as quedas mais fortes estão relacionadas ao maior risco político e à maior liquidez desses papéis. Banco do Brasil ON terminou o dia com queda de 4,53%, e Itaú Unibanco PN recuou 2,06%.
Dólar termina sessão com alta de 0,76%
O dólar acelerou seus ganhos no mercado doméstico e encerrou no patamar mais elevado da última semana. Entre os motivos que sustentaram o avanço da moeda americana, estão as incertezas sobre a aprovação da reforma da Previdência e o início do rali de formação da taxa Ptax para novembro, que vai ocorrer nesta quinta-feira. Além disso, a possibilidade de a votação da reforma tributária pelo Senado dos Estados Unidos ocorrer ainda nesta quarta-feira ajudou a puxar a cotação para cima. O dólar à vista fechou em alta de 0,76%, a R$ 3,2376.
Taxas de juros encerram nas máximas
Os juros futuros encerraram o dia em alta e nas máximas, refletindo a piora da percepção de risco sobre a reforma da Previdência, sobretudo os contratos de longo prazo. Também contribuiu para esse movimento o comportamento dos Treasuries, cujos rendimentos nesta quarta igualmente avançaram de maneira firme. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 7,13%, de 7,08%, e a do DI para janeiro de 2020 avançou de 8,30% para 8,41%. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou em 9,33%, de 9,19%, e a do DI para janeiro de 2023 em 10,19%, de 10,04%. Todos estes contratos fecharam nas máximas.





