A queda da inadimplência e o pequeno crescimento econômico registrado no País levam os shoppings a apostar num Natal 'mais gordo' este ano. Em Londrina, esses estabelecimentos prevêem um aumento entre 15% e 30% nas vendas em comparação ao mesmo período de 2003. Conforme orientação do sindicato da categoria (Sindshopping), as lojas funcionarão em horário especial entre os dias 18 e 23 de dezembro, das 10 às 23 horas, e no dia 24, até às 18 horas.
A quase 30 dias do Natal, o Royal Plaza (centro) tem registrado movimento atípico para novembro. Segundo o superintendente Luiz Roberto Parizotto, o movimento e o volume de compras cresceram cerca de 10% este mês. ''O consumidor está mais consciente de sua capacidade financeira e, por isso, investe melhor cada centavo do salário. Ao contrário do passado, hoje ele compra mais à vista e, preferencialmente, no cartão de crédito'', observou Parizotto que estima aumento de 15% nas vendas de Natal em relação a 2003.
No Catuaí Shopping, a expectativa é um pouco melhor devido à instalação de novas lojas este ano (materiais de construção, decoração e alameda de serviços). De acordo com o superintendente do estabelecimento, Silvio Carvalho Neto, a previsão é 20% de aumento no faturamento resultante de um presentinho mais caro. ''O desempenho das lojas em 2004 aliado aos indicadores econômicos são os principais responsáveis pelo otimismo do comércio'', sugeriu.
O Quintino é outro shopping que atribui à expansão sua perspectiva favorável. Em 2004, o número de lojas foi ampliado em 60% 20 novos estabelecimentos com a abertura de uma nova ala comercial. A exemplo dos concorrentes, o Quintino já está ricamente decorado para comemorar a nova fase. ''Nossa aceitação entre os consumidores cresceu assim como a abrangência nas diversas classes sociais'', disse o gerente administrativo, Flávio Leandro Juliani, que espera um incremento de, aproximadamente, 30% no faturamento deste Natal.
O Armazém da Moda é o único que ainda não instalou a decoração natalina. O gerente geral Edgar Fengler acredita que esta é a chance dos comerciantes recuperarem as perdas com a indefinição das estações que marcou a mudança do inverno para a primavera. ''Cerca de 60% dos nossos lojistas também são fabricantes e, por isso, servem de parâmetro para os demais. Até o momento, a coleção de verão ainda permanece nas prateleiras em virtude das últimas frentes frias'', justificou Fengler que recebe muitos consumidores dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul e espera uma variação de até 30% no faturamento de dezembro.

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