Indicação de Stephanes saiu do governador Requião
A definição de um nome para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) passou por momentos delicados. O deputado federal Odílio Balbionotti foi indicado, mas houve a recusa. Em seguida foi anunciado o paranaense Reinhold Stephanes, com indicação efetiva do governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB). ''Em relação ao Balbionotti, o Requião foi consultado. Já no meu caso ele teve participação efetiva'', disse.
Segundo o ministro, quando o governador foi informado de que Balbinotti havia desistido do cargo - inclusive durante uma conversa com Stephanes - ele imediatamente ligou para o presidente e sugeriu o seu nome. ''Até então o meu nome sequer estava sendo cogitado por uma razão simples. Todo mundo olha para mim e vê na minha cara Previdência e Saúde e pouco gente sabia que a maior parte da minha vida profissional eu tinha passado na agricultura'', comentou.
Apesar da indicação de Requião, ele diz não seguirá a orientação do governador sobre os transgênicos. ''Ao ministro cabe cumprir o que a lei determina e, eventualmente, seguir uma orientação do governo. Mas temos que respeitar o pensamento dele (Requião), ele tem uma visão em relação ao assunto, uma fundamentação muito clara e o seu entendimento tem que ser considerado, mas temos uma política clara em relação a isso'', observou.
A orientação sobre os transgênicos, para o ministro, virá da lei nacional de biossegurança e da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Nem mesmo as críticas à CTNBio de que o órgão está extremamente burocrático e não focado em questões estritamente técnicas, Stephanes disse que nesta semana foi editada uma Medida Provisória que altera o quórum para aprovação das normas. ''A intenção foi reduzir a burocracia'', afirmou.
No momento, ele diz que pretende conduzir o ministério com muito diálogo. ''Tenho que entender o quadro como um todo e esta é a quarta vez que eu sou ministro, tenho esta experiência. Vou ouvir muito os vários segmentos que participam da produção. O ministro tem que ter a capacidade de administrar e harmonizar conflitos, mas ouvir é muito importante'', afirmou. (F.M.)





