O psicólogo Júlio César Arrebola acredita que o segmento de pessoas que moram sozinhas está aumentando por uma questão de privacidade. Segundo ele, em função de características pessoais, estes indivíduos precisam ter seu espaço próprio.
Arrebola também acredita que a ''independência'' não desfaz vínculos familiares. Ele explica que a maioria das pessoas mantém certos hábitos, como se reunir com a família aos domingos e até mesmo levar a roupa para ser lavada na casa dos pais. ''São pessoas que, mesmo morando sozinhas, não se desligam da família e não perdem o vínculo afetivo; de uma forma geral, isto até melhora o relacionamento entre as pessoas da mesma família porque deixa de existir a problemática do dia-a-dia''.
O psicólogo afirma ainda que a situação é diferente quando a pessoa passa a morar sozinha por necessidade, em função de trabalho, por exemplo. Neste caso, segundo ele, a dificuldade de ''adaptação'' ao novo estilo de vida é maior. (E.A.)

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