Rio A independência dos bancos centrais é condição chave para que haja consistência nas políticas monetárias ao longo do tempo. A afirmação foi feita pelo presidente do Banco Central Europeu, Jean Claude Trichet, em entrevista coletiva sobre o 2º Seminário de Alto Nível de Bancos Centrais da América Latina e do Eurosystem, que está sendo realizado no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, reunindo representantes de 23 países da América Latina e da Europa. Segundo ele, isso é consenso entre os representantes dos bancos centrais, entre os quais 14 presidentes de bancos centrais.
Sobre o tema independência, o presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles, informou que existe uma recomendação ''baseada na história'' de que os bancos centrais sejam formalmente independentes, o que exige mudanças na estrutura, incluindo as partes regulamentar e jurídica, entre outras.
Meirelles explicou que, no caso do Brasil, o BC é independente apenas operacionalmente. ''É uma independência prática, garantida pelo Presidente da República e pelo ministro da Fazenda'', que não está atrelada a outras considerações legais. Ele frisou, no entanto, que a recomendação é de que essa independência seja formal, sinalizando que isso pode acontecer no futuro.
Promovido pelo Banco Central Europeu e o Banco da Espanha, o evento se alterna, a cada dois anos, nas duas regiões e tem a instituição brasileira como anfitriã nesta nova edição. O primeiro encontro foi em 2002, em Madri.

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