O diretor de Privatização do banco Fator - uma das instituições responsáveis pela modelagem da venda da Copel - Venilton Tadini, diz que os principais candidatos saíram do páreo não devido a problemas de caixa, mas sim por ''questões de regulação sobre as quais o governo deve se pronunciar''. Para ele, a indefinição do governo sobre os regulamentos e o não cumprimento de fatores já acordados (como a compensação por desequilíbrios financeiros) é ''péssimo, um sinal muito errado''.
O presidente da Eletropaulo, Luiz David Travesso, disse esta semana que, mesmo que o racionamento de energia seja equacionado até o início de 2002, os investimentos para o ano que vem já estão comprometidos pelo péssimo desempenho este ano. Os recursos para investimentos este ano já caíram quase à metade dos R$ 400 milhões inicialmente previstos.
Em 2002, não devem passar de R$ 200 milhões. O presidente da Bandeirante não acredita em uma onda de desinvestimentos no setor, já que operações assim não ocorrem de um dia para o outro, mas diz que o encolhimento dos recursos e a consequência no desempenho operacional geral são inevitáveis. ''Os planos de expansão de todas as empresas que vieram para cá a partir de 1996 eram bem mais portentosos do que o que estamos realizando atualmente.''

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