Indefinição do Paraguai levou Eletrobras a desistir de Itaipu
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sexta-feira, 28 de maio de 1999
Carmem Murara 
A Eletrobrás começa a definir nas próximas semanas quais as usinas hidrelétricas que vão receber os investimentos que a princípio seriam liberados para a construção de duas novas turbinas em Itaipu. A Binacional teria um financiamento da Eletrobrás de US$ 190 milhões, mas o programa foi abortado após uma reorganização nos planos do governo federal, que decidiu investir em projetos nacionais para melhorar a infra-estrutura e gerar empregos do lado brasileiro.
Se mantivesse o projeto original de instalar as últimas turbinas de Itaipu, a Eletrobrás teria de entrar com todos os recursos financeiros, enquanto o Paraguai seria beneficiado ao fornecer parte da mão-de-obra. Uma das empresas que poderia fazer as obras civis era a Conempa, considerada a principal empreiteira do país e que pertence ao ex-presidente Juan Carlos Wasmosy. Devido aos impasses políticos paraguaios, a Conempa não se definia pelo início da execução do projeto, o que acabou irritando o lado brasileiro.
A Eletrobrás entendeu ainda que era mais vantagem investir em usinas que têm apenas capital nacional. A lista da Eletrobrás inclui 11 hidrelétricas e 15 termoelétricas, que receberão unidades geradoras no sistema interligado brasileiro.
No Paraná, as hidrelétricas de Salto Santiago - usina com capacidade de geração de 668 megawatts e que fica próxima ao município de Quedas do Iguaçu - e a de Salto Caxias, recém inaugurada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, com capacidade de 838 megawatts, estão na relação da Eletrobrás. Outras três estão no Nordeste (Itaparica, Paulo Afonso e Xingó), uma no Norte (Tucuruí II). No Sudeste e Centro Oeste estão Cachoeira Dourada, Três Marias, Jaguara, Três Irmãos e São Simão.


