Os microempresários instalados na Incubadora Industrial de Londrina (Incil) estão revoltados com a situação de abandono em que se encontram. Em reunião realizada na última semana, os sete ocupantes do prédio localizado às margens da BR-369 levantaram uma série de propostas que serão levadas ao prefeito eleito de Londrina Nedson Micheletti, assim que for empossado.
De acordo com um dos empresários incubados, Jhonatas César Dias, a principal proposta é a criação de uma associação, que indicaria um membro com autonomia para discutir e atuar junto a Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), que administra a Incil. ‘‘Hoje não temos ninguém e quando pedimos alguma coisa é negado’’, afirmou.
O resultado é que as pequenas empresas instaladas no local não conseguem ter o retorno esperado dentro do prazo legal de permanência, que é de dois anos. O prazo é outra reclamação dos incubados. Eles querem que a permanência passe para quatro anos.
Outro ponto crítico, segundo ele, é o alto valor cobrado pelo aluguel, que, em alguns casos, chega a quase R$ 400,00. ‘‘Se alugasse um barracão na vizinhança, com as mesmas condições, ficaria 50% mais barato’’, garantiu. Além disso, devem propor ao prefeito eleito que viabilize a doação de terrenos aos ‘‘micro-empresários graduados’’, para que possam continuar a gerar emprego e renda ao município, e que o prédio onde estão instalados seja reformado. Hoje, segundo Dias, a Codel cobra pelos terrenos.
Os incubados querem ainda que seja firmada uma parceria entre a Incil, universidades e outros organismos, como forma de reduzir custos, melhorar a qualidade dos produtos e a competitividade das empresas. Pretendem, também, viabilizar a comercialização da produção via Internet, através da home-page da Incil. (L.A.)

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