Antes voltadas quase que exclusivamente ao segmento de tecnologia de informação (TI), as incubadoras do Norte do Estado estão abrindo o leque de atendimento a pequenas empresas. Na avaliação de representantes das incubadoras de Londrina e Maringá e da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), a iniciativa atende melhor a vocação multisetorial destas cidades, contemplando vários setores econômicos com redução de mortalidade de empresas e oferta de qualificação profissional.A análise foi feita ontem em um debate promovido durante o X Fórum Londrina Tecnópolis, promovido pela Associação de Desenvolvimento Tecnológico de Londrina e Região (Adetec).
Oferecendo infra-estrutura e apoio gerencial, jurídico e tecnológico, as incubadoras conseguem reduzir de 70% para 30% o índice de mortalidade das empresas até o 5º ano de vida. Até 2003, os benefícios, no entanto, se limitavam ao setor de tecnologia de informação, já que o desenvolvimento de softwares e venda de conteúdo não exigiam grandes investimentos iniciais.
Como define o presidente da Acil, José Augusto Rapcham, a vocação multisetorial de cidades como Londrina e Maringá não era totalmente beneficiada pelo perfil limitado das incubadoras. No Noroeste do Estado, por exemplo, a abertura de foco na Incubadora Tecnológica de Maringá começou há oito meses.
''Hoje beneficiamos não só empresas de TI, como também da agroindústria, saúde, física e biologia'', conta o coordenador do Grupo de Apoio Estratégico da incubadora, Marcelo Farid, um dos palestrantes do fórum. ''A incubadora deixou de oferecer somente base tecnológica para disponibilizar apoio ao desenvolvimento de produtos, processos e serviços'', completou.
A experiência da Incubadora Internacional de Empresas de Base Tecnológica da Universidade Estadual de Londrina (Intuel) é um pouco maior. Segundo a diretora Cleusa Asamone, a Intuel apóia pequenas empresas de todos os segmentos há três anos. ''Temos empreendimentos confeccionistas, agroindustriais e de saúde'', disse.
''Antigamente discutia-se muito a vocação empresarial de cidades como Londrina e Maringá. Hoje sabemos que são pólos multifocais. Por isso as incubadoras, que têm uma demanda cada vez maior, não poderiam beneficiar um só setor'', explicou Rapcham.
Tanto Farid quanto Cleusa expõem números positivos quando perguntados sobre os índices de sobrevivência das empresas que passaram pelas duas incubadoras. Segundo a diretora de Londrina, em seis anos de funcionamento, a Intuel já incluiu com sucesso 14 empresas no mercado. Em Maringá, o número é parecido: 12 empreendimentos são considerados ''graduados para o mercado'' por Farid.
''Os benefícios são inúmeros'', garante Cleusa. ''Além de reduzir a mortalidade, as incubadoras aumentam o grau de empregabilidade dos profissionais. São oportunidades concretizadas que formam empresários diretamente no mercado de trabalho''.

mockup