Incubadora viabiliza criação de empresas
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terça-feira, 22 de junho de 2004
Elton Hübner<br>Especial para a Folha 
Eles cresceram jogando videogames e decidiram transformar entretenimento em trabalho. Assim, Juliano Barbosa Alves e dois amigos criaram, em 2002, a Oniria Entertainment, uma empresa produtora e exportadora de ''games'' para a Alemanha, Áustria e Suíça. Antes de lançar o empreendimento foi preciso um projeto de pesquisa sobre desenvolvimento de jogos eletrônicos.
O projeto foi encaminhado para a Incubadora Internacional de Empresas de Base Tecnológica da Universidade Estadual de Londrina (Intuel), uma das 16 existentes no Paraná. Aprovado por uma comissão o projeto deu direito a usar a estrutura da Intuel durante um ano. ''Nesse período, fizemos pesquisas para descobrir como se faz um jogo eletrônico'', explica Juliano Alves.
Atualmente, a Intuel incorpora sete projetos pré-incubados e oito empresas. Segundo a diretora da Intuel, Cleusa Rocha Asanome, para pesquisar e criar sua própria empresa na incubadora, ''é preciso ter uma boa idéia e passar pela banca de avaliação.'' Os projetos devem ser voltados à criação e produção de tecnologias e, quando são aprovados, ganham vida com a cessão de equipamentos e orientação de professores, pesquisadores, consultores da UEL e outras entidades parceiras.
A maior dificuldade, explica Cleusa Asanome, é manter todas as atividades com poucos recursos. Além da universidade e do Governo estadual, entidades privadas participam do desenvolvimento dos projetos executados na incubadora. Ontem à tarde, mais uma parceria foi oficializada com a assinatura de um convênio de cooperação técnico-financeira por dirigentes da Sercomtel e Intuel.
''Essa é apenas uma porta que estamos abrindo para criarmos um centro de tecnologia em telecomunicações em Londrina'', disse o presidente da Sercomtel, João Resende. Pelo convênio, a companhia telefônica dará à incubadora R$ 15 mil até o final deste ano. Para Resende, a parceria pode trazer benefícios como o desenvolvimento de novas tecnologias a serem utilizadas pela própria Sercomtel.
De acordo com Resende, cerca de 80% da tecnologia de equipamentos da Sercomtel é importada de outros países, como China e Suécia. A expectativa da empresa é de que, em breve, possa diminuir essa percentagem utilizando tecnologia nacional. Segundo a diretora da Intuel, a incubadora está prestes a desenvolver inovações para celulares, por exemplo. ''Logo teremos uma empresa incubada trabalhando na produção de reciclagem de baterias'', revela Cleusa.
Atualmente, a Oniria, que participada da incubadora desde 2002, já conta com 15 funcionários. Em alguns meses, a empresa deverá deixar o espaço da Intuel, no campus da UEL, e montará uma sede própria. Em média, o prazo para a permanência de uma empresa na incubadora é de dois anos, mas, segundo Juliano Barbosa Alves, da Oniria, esse período pode ser estendido. Além de contar com suporte técnico, Juliano lembra outra vantagem: ''Os custos para manter a empresa são, em média, 60% mais baixos do que se estivéssemos instalados em algum lugar na cidade.''


