Dorico da SilvaEm estudoEdnalva de Morais, da Anprotec, observa a produção da Tecplaca: pesquisa vai qualificar a eficácia, impacto e pertinência das incubadoras industriaisA Incubadora Industrial de Londrina foi uma das selecionadas pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas (AnproTec), de Brasília, para servir de base na elaboração de uma metodologia científica para auto-avaliação de incubadoras e empresas incubadas no País.
Uma equipe chefiada pela coordenadora de pesquisa da AnproTec, Ednalva Costa de Morais, visitou ontem as 16 empresas instaladas na Incubadora de Londrina. A Anprotec, que existe há dez anos, apoia empreendimentos de parques, pólos e incubadoras.
Além de levantar informações da Incubadora, Ednalva coletou dados da empresa Tecplaca, fabricante de placas de circuito impresso para equipamentos eletrônicos. As incubadoras de Londrina e Fortaleza foram escolhidas para a aplicação de testes para elaboração da 1ª fase do trabalho ‘‘Em abril, vamos avaliar os resultados levantados nestas duas incubadoras em outros três empreendimentos, em Salvador, Florianópolis e Belo Horizonte’’, diz Ednalva. A pesquisa, que vai quantificar a eficácia, impacto e pertinência destes empreendimentos, deve ficar pronta em maio, podendo ser utilizada por todas as incubadoras brasileiras.
Atualmente, existem 35 incubadoras em funcionamento no País e 15 projetos de implantação. Ednalva, que também é diretora do Centro de Apoio do Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília (UNB), diz que os critérios utilizados para a seleção das incubadoras de Londrina, Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Belo Horizonte foram principalmente a maturidade das incubadoras e suas áreas de atuação. ‘‘A de Londrina é um caso a parte por ser uma das poucas incubadoras mistas do Brasil, com empresas de base tecnológica como informática e biomedicina e tradicionais como vestuário e cosméticos’’.
Ednalva conta que o estudo também considera as diversidades de cada região. ‘‘Para tentar avaliar as diversidades em termos de política e aspectos culturais, selecionamos incubadoras do Nordeste, Sul, Sudeste e Centroeste’’, diz a pesquisadora. ‘‘É que não dá para comparar uma incubadora da região Sul com uma do Nordeste’’.
A pesquisa começou em junho do ano passado e é de interesse de instituições governamentais e não governamentais que apoiam programas de incubadoras e de empresas incubadas como Sebrae, Ministério da Ciência e Tecnologia e programa RHAE, segundo Ednalva. ‘‘Das 35 incubadoras em operação no Brasil, 30 foram criadas nos quatro últimos anos. Foi este boom que fez com que a AnproTec sentisse necessidade de fazer um diagnóstico e uma metodologia sistematizada para o acompanhamento destes empreendimentos’’.
A Incubadora Industrial de Londrina foi inaugurada em dezembro de 1994. Nestes dois anos, 35 empresas participaram do projeto - entre as que saíram e as que ainda estão instaladas no local. O administrador da Incubadora, Silas Barros, diz que atualmente existem seis vagas abertas para empresas interessadas. No mês passado, o CNPq aprovou o Programa de Apoio Tecnológico às Empresas (PATE) da incubadora londrinense, que vai receber R$ 133 mil a partir do próximo mês, contratando cerca de sete profissionais das áreas de economia, designer, informática e marketing. ‘‘Esta equipe dará apoio tecnológico, empresarial, institucional, além de cuidar da capacitação da produção das incubadas e de outras 50 pequenas empresas da cidade’’.

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